As exportações da agropecuária brasileira registraram crescimento de 11,4% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. As vendas externas do setor ultrapassaram US$ 7 bilhões, equivalente a cerca de R$ 36 bilhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Em relação a julho deste ano, o desempenho também foi positivo. O valor exportado cresceu cerca de US$ 760 milhões, impulsionado principalmente pelo aumento das vendas de soja, café não torrado e animais vivos.
A soja permaneceu como o principal produto da pauta exportadora do agro brasileiro. As vendas externas do grão avançaram 14% em agosto, gerando acréscimo de aproximadamente US$ 540 milhões em comparação ao mesmo mês de 2025.
Outro destaque foi o café não torrado, cujas exportações cresceram 24,1%, acrescentando cerca de US$ 210 milhões às receitas do setor. Já os embarques de animais vivos apresentaram um salto expressivo de 174,3%, com incremento aproximado de US$ 170 milhões. O algodão em bruto também registrou crescimento relevante, com alta de 45,5% nas exportações.
No acumulado dos oito primeiros meses de 2026, as exportações agropecuárias brasileiras cresceram 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço corresponde a aproximadamente US$ 5 bilhões adicionais em receitas para o setor.
Mais uma vez, a soja liderou esse crescimento, com exportações 15,2% superiores às observadas entre janeiro e agosto de 2025. Também apresentaram expansão as vendas de animais vivos, algodão em bruto, frutas, nozes e arroz.
O resultado reforça a posição do Brasil como uma das principais potências agroexportadoras do mundo e demonstra a relevância do agronegócio para a balança comercial do país. Em estados com forte vocação agrícola, como Mato Grosso do Sul, o desempenho do setor contribui diretamente para a geração de renda, empregos e investimentos em toda a cadeia produtiva.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.