Exportações de suco de laranja perdem força e preocupam setor citrícola

Queda no ritmo dos embarques pressiona preços da laranja destinada à indústria e acende alerta entre exportadores brasileiros.

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As exportações brasileiras de suco de laranja perderam ritmo no início da safra 2026/27, gerando preocupação entre produtores e indústrias do setor citrícola. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). 

De acordo com o levantamento, após registrar em julho o melhor desempenho para o mês dos últimos três anos, os embarques perderam fôlego em agosto. Com isso, o volume exportado nos dois primeiros meses da safra 2026/27, entre julho e agosto, ficou abaixo do observado no mesmo período da temporada anterior. 

Pesquisadores do Cepea destacam que o cenário preocupa o setor exportador nacional porque a demanda internacional segue enfraquecida e ainda não apresenta sinais consistentes de recuperação. A desaceleração nas compras externas reduz o ritmo de escoamento do produto brasileiro e aumenta a pressão sobre toda a cadeia produtiva. 

Segundo a análise, a dificuldade para comercializar o suco no mercado internacional tem impactado diretamente os preços pagos pela laranja destinada à indústria. A pressão é percebida tanto nas negociações realizadas no mercado spot quanto nas renegociações de contratos, onde há pouco espaço para reajustes de valores. 

O Brasil é o maior exportador mundial de suco de laranja e desempenha papel estratégico no abastecimento de mercados internacionais, especialmente da Europa e dos Estados Unidos. Por isso, oscilações na demanda externa costumam ter reflexos imediatos na remuneração da fruta e na rentabilidade do setor.

A expectativa dos agentes da cadeia citrícola agora está voltada para uma possível recuperação do consumo internacional nos próximos meses, fator considerado fundamental para melhorar o ritmo dos embarques e aliviar a pressão sobre os preços da matéria-prima utilizada pela indústria. 

Fonte: Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), com informações do Cepea, publicada em 11 de setembro de 2026.


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