A unidade da Inpasa em Dourados conquistou a certificação FSSC 22000, norma internacional de gestão de segurança de alimentos, concedida pela certificadora Control Union. O reconhecimento, anunciado pela empresa nesta sexta-feira (11), cobre os processos de produção de etanol neutro e óleo de milho semirrefinado, dois produtos que a planta fornece à indústria de alimentos e bebidas.
Na prática, a certificação diz ao mercado que o que sai da biorrefinaria de Dourados para virar ingrediente de bebida, alimento ou cosmético passa por controle de qualidade, rastreabilidade e prevenção de contaminação em padrão aceito no mundo inteiro. A FSSC 22000 é baseada na ISO 22000 e é reconhecida pela Global Food Safety Initiative (GFSI), o que a torna exigência frequente de grandes compradores internacionais.
Em operação desde 2022, a unidade tem capacidade para esmagar 2 milhões de toneladas de milho por ano, segundo a empresa, e produz etanol anidro, hidratado e neutro, óleo de milho bruto e semirrefinado, DDGS (farelo usado em ração animal) e energia elétrica. O projeto foi anunciado com investimento de R$ 2 bilhões, dos quais R$ 100 milhões do Fundo Constitucional do Centro-Oeste, e previa 1.500 empregos diretos na obra e 270 na operação, de acordo com a Semadesc, a secretaria estadual de desenvolvimento econômico.
A nova certificação se soma à ISCC CORSIA, obtida pela mesma unidade e que habilita o etanol e o óleo de milho de Dourados como matéria-prima para combustível sustentável de aviação (SAF). Com as duas, a planta passa a atender ao mesmo tempo o mercado de combustíveis, o de aviação e o de alimentos, o que amplia o destino do milho colhido na região da Grande Dourados.
A Inpasa, que se apresenta como a maior biorrefinaria de etanol de grãos da América Latina, tem em MS duas unidades: Dourados e Sidrolândia. Em março, a empresa levou ao Imasul o relatório de impacto ambiental para ampliar a capacidade de Sidrolândia, em audiência pública. Para o produtor de milho do sul do estado, as duas plantas são hoje o principal comprador do grão dentro de MS, sem depender do frete até o porto.
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Fontes: INPASA (comunicado e sala de imprensa); SEMADESC/MS; CONTROL UNION