A duplicação da BR-262 deu mais um passo importante em Mato Grosso do Sul. O projeto, que inicialmente previa intervenções entre Terenos e Anastácio, passou a incluir também o trecho até Aquidauana, ampliando a extensão contemplada e fortalecendo uma das principais demandas de infraestrutura da região.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já contratou os estudos e projetos de engenharia para a duplicação de aproximadamente 105,7 quilômetros da rodovia. O trecho foi dividido em dois lotes: o primeiro entre Terenos e o entroncamento com a MS-162, em Dois Irmãos do Buriti, com 59,9 quilômetros; e o segundo entre a MS-162 e a região de Aquidauana e Anastácio, com outros 45,8 quilômetros.
A ampliação do projeto foi destacada durante discussões realizadas na região pantaneira, onde lideranças políticas e representantes da sociedade civil vêm defendendo a necessidade da obra para melhorar a segurança viária e ampliar a capacidade logística da rodovia.
Considerada uma das principais ligações entre a Capital e o Pantanal, a BR-262 desempenha papel estratégico para o transporte de cargas, o turismo e a integração regional. A rodovia também faz parte do corredor logístico associado à Rota Bioceânica, iniciativa que busca conectar o Brasil aos portos do Chile por meio de uma malha viária integrada entre países sul-americanos.
Em julho, durante agenda em Mato Grosso do Sul, o ministro dos Transportes, George Santoro, confirmou que o projeto executivo da duplicação deverá ser concluído ainda este ano. Segundo ele, a expectativa é que a licitação da obra ocorra após a finalização dos estudos, aprovação técnica e obtenção das licenças ambientais necessárias.
A previsão do governo federal é iniciar as obras em 2027, caso todas as etapas preparatórias avancem dentro do cronograma. A execução deverá ocorrer em dois lotes, permitindo que diferentes frentes de trabalho sejam desenvolvidas simultaneamente ao longo da rodovia.
Além de aumentar a fluidez do tráfego, a duplicação é vista como uma medida fundamental para reduzir acidentes em um trecho que registra intenso movimento de caminhões, veículos de passeio e transporte ligado ao agronegócio. O DNIT considera que o volume diário de tráfego já atingiu níveis que justificam a ampliação da capacidade da estrada.
Somada aos investimentos já em andamento no Anel Rodoviário de Campo Grande e às melhorias previstas em outros corredores federais, a futura duplicação da BR-262 é apontada como uma das obras de infraestrutura mais relevantes para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul nos próximos anos.