A Secretaria Municipal de Saúde de Maracaju confirmou 10 casos de arboviroses em agosto de 2026 — seis de dengue e quatro de chikungunya —, segundo boletim epidemiológico divulgado nesta quinta-feira, 10 de setembro. O município, localizado no Cone Sul de Mato Grosso do Sul, não registrou notificações de Zika Vírus no período.
Ao todo, foram 43 notificações de arboviroses registradas em agosto. Para dengue, além dos seis confirmados, outros 11 casos aguardam resultado de exame e 26 foram descartados. No caso da chikungunya, os quatro positivos se somam a 13 ainda em investigação e outros 26 descartados. O boletim apresenta os números de forma separada para cada doença, sem detalhar como o total de 43 notificações é dividido entre elas.
Agosto não é o mês de maior incidência das arboviroses em Mato Grosso do Sul — o pico costuma ocorrer no primeiro semestre, entre fevereiro e abril. Ainda assim, a persistência de casos fora da estação mais crítica acende o alerta para a continuidade do foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor tanto da dengue quanto da chikungunya. Em Maracaju, a quantidade de notificações ainda em investigação — 24 ao total entre as duas doenças — indica que o quadro real de agosto pode ser mais amplo do que os números confirmados revelam até agora.
O combate às arboviroses em MS ganhou reforço em acordos regionais firmados anteriormente, mas a vigilância local continua sendo o principal instrumento de controle, especialmente em municípios menores onde a capacidade de resposta depende diretamente do envolvimento da população.
A Secretaria Municipal de Saúde orienta que os moradores eliminem qualquer recipiente que possa acumular água parada — pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e ralos. Caixas-d'água devem permanecer tampadas e quintais, limpos com regularidade. Quem apresentar sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, como febre súbita, dores no corpo e manchas na pele, deve buscar atendimento na rede municipal de saúde sem esperar a piora do quadro.
Com 24 casos ainda aguardando resultado e a entrada do período de chuvas se aproximando nos próximos meses, a tendência é de aumento da pressão sobre a vigilância epidemiológica do município nas próximas semanas.
Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE MARACAJU; A CRÍTICA DE CAMPO GRANDE