37°C e umidade em queda: norte de MS entra em alerta de calor e risco de queimadas

Costa Rica, Alcinópolis, Figueirão e outras cidades da Região Norte de MS enfrentam nesta terça calor extremo com baixa umidade e risco elevado de incêndios rurais.

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37°C e umidade em queda: norte de MS entra em alerta de calor e risco de queimadas
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Uma massa de ar quente instalada sobre Mato Grosso do Sul empurra as temperaturas ao limite em municípios da Região Norte e do Bolsão nesta terça-feira (18): Costa Rica, Alcinópolis, Figueirão e Paraíso das Águas podem registrar até 37°C, enquanto a umidade do ar despenca durante as horas mais quentes, elevando o risco de incêndios em áreas rurais e exigindo cuidado redobrado de quem trabalha ou se exercita ao ar livre.

O cenário integra uma onda de calor mais ampla que vem atuando sobre o estado desde o início da semana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema de alta pressão atmosférica responsável pelo bloqueio de chuvas deve se manter ativo ao longo de toda a semana, com previsão de temperaturas ainda mais altas em alguns pontos do estado nos próximos dias. A combinação de sol pleno, ventos fracos e baixa umidade cria condições propícias para queimadas — exatamente no período em que MS enfrenta historicamente seus maiores focos de incêndio.

Cidade a cidade: onde o calor bate mais forte

Em Costa Rica, a amplitude térmica do dia é expressiva: a temperatura mínima fica em torno de 20°C pela madrugada, mas os termômetros devem escalar até 37°C no período da tarde. Chapadão do Sul segue trajetória parecida, com mínima de 19°C e máxima de 36°C. Já Alcinópolis, Figueirão e Paraíso das Águas também figuram entre os municípios com pico previsto de 37°C.

Cassilândia, Camapuã e Pedro Gomes não escapam do calor intenso: as projeções apontam máximas entre 36°C e 37°C para os três municípios. O sol deve predominar durante todo o dia, sem previsão de chuva significativa que possa aliviar o ar seco. A orientação dos especialistas é evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h, manter boa hidratação e não praticar atividades físicas intensas no pico do calor.

Umidade baixa eleva risco de incêndios no interior do estado

O ponto mais crítico da previsão não é apenas o calor em si, mas a queda da umidade relativa do ar durante a tarde. Em dias como esse, o índice pode recuar para níveis entre 20% e 30% — e alertas anteriores do Inmet chegaram a apontar 12% em algumas estações do norte de MS, valor comparado por meteorologistas ao do deserto do Saara. Nessa faixa, qualquer fagulha em vegetação seca tem potencial para se transformar rapidamente em um incêndio de grandes proporções.

A preocupação é especialmente alta nas áreas rurais da região, onde pastagens e cerrado com biomassa ressecada formam um ambiente altamente inflamável. Autoridades de defesa civil e corpo de bombeiros costumam intensificar o monitoramento de focos de calor nesse período. Produtores rurais devem redobrar a atenção com aceiros e evitar qualquer tipo de queima, mesmo controlada, enquanto a umidade permanecer baixa.

Semana de calor extremo para a Região Norte de MS

A onda de calor não é pontual. A previsão meteorológica indica que as temperaturas elevadas devem se manter ao longo de toda a semana na Região Norte e no Bolsão sul-mato-grossense. O sistema de alta pressão, que bloqueia a formação de nuvens de chuva, só deve perder força quando uma frente fria avançar pelo sul do país — mas não há data precisa para isso ocorrer nos próximos dias.

Para os moradores de Costa Rica, Chapadão do Sul, Coxim, Camapuã e Pedro Gomes, a recomendação é acompanhar os boletins do Inmet e das defesas civis municipais diariamente. Hidratação frequente, roupas leves, protetor solar e o uso consciente da água — que fica mais escassa exatamente quando a demanda sobe — são os cuidados básicos para atravessar esse período com segurança. No campo, o alerta é máximo: um incêndio rural em dias assim pode se alastrar rapidamente e comprometer lavouras, pastagens e a vegetação nativa ainda preservada no cerrado sul-mato-grossense.

Fontes: INMET


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