Mulheres são maioria do eleitorado em MS, mas seguem minoria entre os candidatos

Estado não tem nenhuma candidata ao Governo em 2026, apesar de eleitorado feminino representar quase 53% dos votantes

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As mulheres são maioria entre os eleitores de Mato Grosso do Sul, dados das eleições de 2026 mostram que elas representam quase 53% do eleitorado sul-mato-grossense, porém ocupam apenas 35% das candidaturas registradas no estado. 

Segundo informações da Justiça Eleitoral, Mato Grosso do Sul tem 2.024.884 eleitores aptos a votar neste ano. Desse total, 1.069.440 são mulheres, o equivalente a cerca de 53% do eleitorado estadual. Ainda assim, das 419 candidaturas registradas para os cargos em disputa, apenas 35% são femininas. 

O cenário se torna ainda mais desigual quando analisada a principal disputa do Estado. Os oito candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul são homens, evidenciando a baixa presença feminina nas disputas majoritárias. 

Apesar disso, algumas mulheres participam das chapas como candidatas à vice-governadoria. É o caso de Mariliana Santos, vice de Delcídio do Amaral (PRD); Dona Gilda, vice de Fábio Trad (PT); e Professora Enfermeira Kaelly, vice de Lucien Rezende (PSOL). 

A participação feminina aparece com mais força nas candidaturas ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. Entre os nomes de destaque estão a senadora Soraya Thronicke (PSB), candidata à reeleição ao Senado, e a deputada federal Camila Jara (PT), que busca novo mandato na Câmara. Também figuram entre as candidatas Bia Cavassa (PSDB) e Ariane Tavares (MDB), na disputa por vagas de deputada federal.

Na corrida pela Assembleia Legislativa, nomes como Luiza Ribeiro (PT), Professora Gleice Jane (PT), Gianni Nogueira (PL), Janete Córdoba (PSDB) e Barbara Resende (União Brasil) integram a lista de mulheres que tentam ampliar a representação feminina no Parlamento estadual. 

O quadro estadual acompanha a realidade nacional. Em todo o Brasil, as mulheres representam 52,8% do eleitorado, mas apenas 34,8% das candidaturas registradas para as eleições de 2026. Entre os 13 candidatos à Presidência da República, apenas duas são mulheres. 

Especialistas apontam que a distância entre o número de eleitoras e a presença feminina nos espaços de poder reflete obstáculos históricos, como menor acesso a recursos de campanha, dificuldades dentro das estruturas partidárias e episódios de violência política de gênero. Embora a legislação eleitoral determine que os partidos reservem ao menos 30% das candidaturas para cada gênero, a participação feminina ainda avança lentamente no país.

Em Mato Grosso do Sul, a ausência de mulheres na disputa pelo Governo reforça o contraste entre a força numérica do eleitorado feminino e sua presença nas posições de maior visibilidade política. Com mais da metade dos votos do Estado, as mulheres serão decisivas para definir os rumos das eleições de 2026, mesmo sem uma representante na corrida pelo comando do Executivo estadual. 

 


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