O aumento dos casos de sarampo em São Paulo e municípios da Região Metropolitana acendeu um alerta nacional para a necessidade de manter a vacinação em dia. A doença, considerada uma das mais contagiosas do mundo, voltou a preocupar autoridades sanitárias diante da alta circulação do vírus nas Américas, que registram em 2026 o maior número de casos em mais de duas décadas.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza atualmente 24 casos de sarampo relacionados à importação do vírus. Destes, 21 permanecem em acompanhamento no estado de São Paulo, incluindo registros na capital, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Diante do cenário, a vacinação foi ampliada nesses municípios para pessoas entre 6 meses e 59 anos.
Mato Grosso do Sul segue sem casos confirmados
Em Mato Grosso do Sul, a situação permanece sob controle, mas as autoridades mantêm atenção redobrada. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) apontam que, até a Semana Epidemiológica 28 de 2026, foram registrados 14 casos suspeitos da doença. Desse total, 11 foram descartados e três seguem em investigação. Não há confirmações de sarampo no estado neste ano.
Os últimos casos confirmados em Mato Grosso do Sul ocorreram entre 2019 e 2020. Desde então, o estado intensificou estratégias de vigilância epidemiológica e campanhas de imunização para evitar a reintrodução do vírus.
Fronteira aumenta preocupação
Por fazer fronteira com Paraguai e Bolívia, Mato Grosso do Sul é considerado uma área estratégica para monitoramento de doenças transmissíveis. A circulação de pessoas entre os países vizinhos e o Brasil exige acompanhamento constante das autoridades sanitárias.
O próprio Ministério da Saúde tem alertado que o avanço do sarampo em diversos países das Américas aumenta o risco de casos importados. Em junho deste ano, a região já somava mais de 22 mil casos confirmados e 38 mortes, com maior concentração nos Estados Unidos, México, Canadá e Guatemala.
Campanha reforça proteção
Para ampliar a cobertura vacinal, o Ministério da Saúde promove uma campanha nacional de multivacinação até 1º de setembro. A mobilização busca atualizar a caderneta vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos, incluindo a proteção contra o sarampo.
Somente em 2026, Mato Grosso do Sul recebeu cerca de 3,5 milhões de doses de vacinas destinadas ao calendário nacional de imunização. Segundo o Ministério da Saúde, a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para impedir o retorno de doenças já controladas no país.
Vacina é a principal proteção
A vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O esquema vacinal prevê duas doses na infância e imunização complementar para pessoas que não completaram o calendário recomendado.
Especialistas reforçam que a maior preocupação não está apenas nos casos registrados em São Paulo, mas na possibilidade de o vírus chegar a outras regiões por meio de viagens e deslocamentos frequentes. Por isso, a orientação é que a população procure uma unidade de saúde para verificar se a vacinação está atualizada.