Hemosul tem estoque de O+ em apenas 20% do ideal e pede doadores

Rede pública de hemocentros de MS enfrenta queda crítica no tipo sanguíneo mais comum e mais demandado pelos hospitais do estado.

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Hemosul tem estoque de O+ em apenas 20% do ideal e pede doadores
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O estoque de sangue do tipo O positivo (O+) na Rede Hemosul, responsável pelo abastecimento dos hospitais públicos de Mato Grosso do Sul, está em apenas 20% do volume considerado seguro — um alerta vermelho que coloca em risco o atendimento a pacientes internados e casos de urgência em todo o estado. A instituição convoca doadores voluntários, tanto os que já doam regularmente quanto quem deseja fazer isso pela primeira vez, para comparecer a uma das unidades e ajudar a recompor a reserva.

O cenário é especialmente preocupante porque o O+ é o tipo sanguíneo mais frequente entre os brasileiros. Isso significa que, além de ser o mais comum entre possíveis doadores, é também o mais solicitado pelas equipes médicas diariamente — uma equação que exige reposição constante e torna qualquer queda no estoque imediatamente crítica para a rede hospitalar.

Um em cada doador pode ser a diferença em uma cirurgia de emergência

"Estamos com o estoque de O positivo bastante baixo e precisamos muito da colaboração da sociedade. Como é o tipo sanguíneo mais comum, é também o que mais utilizamos no dia a dia dos hospitais. Cada doação faz uma diferença enorme para manter o atendimento em dia. Quem estiver apto, por favor, procure uma de nossas unidades", declarou Marina Sawada Torres, coordenadora geral do Hemosul.

A frase resume o que os dados mostram: com menos de um quinto do estoque ideal disponível, qualquer cirurgia programada, trauma ou complicação obstétrica que exija transfusão de O+ passa a depender diretamente da decisão de alguém de ir até um hemocentro nesta semana. O consumo diário desse tipo sanguíneo nos hospitais sul-mato-grossenses é contínuo, e a janela para recompor a reserva é curta.

Quem pode doar e o que levar

Os critérios básicos para doação são acessíveis à maior parte da população adulta: ter entre 16 e 69 anos — sendo que a primeira doação deve ocorrer até os 60 anos —, pesar no mínimo 51 kg e estar em boas condições de saúde no dia. É necessário apresentar documento oficial com foto, estar bem alimentado e hidratado, evitando apenas refeições muito gordurosas nas horas anteriores à doação. Menores de 18 anos precisam comparecer acompanhados de um responsável legal e com autorização formal.

O Hemosul mantém três unidades de atendimento em Campo Grande. O Hemosul Coordenador, localizado na Av. Fernando Corrêa da Costa, 1.304 – Centro, funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e aos sábados, das 7h ao meio-dia. As unidades do Hemosul Santa Casa e do Hemosul Hospital Regional ficam nos anexos dos respectivos hospitais e também realizam coletas.

Estoque baixo é reflexo de um problema recorrente

A queda no estoque do Hemosul não é um episódio isolado. Períodos de férias escolares, feriados prolongados e variações climáticas costumam reduzir o fluxo de doadores em hemocentros de todo o Brasil — e Mato Grosso do Sul segue esse padrão. A diferença agora é que o nível atingido, apenas 20% do ideal para o tipo O+, é considerado crítico pela própria coordenação da rede.

A doação de sangue é um procedimento seguro, realizado por profissionais treinados, e o processo completo costuma levar cerca de 40 minutos. Uma única doação pode beneficiar até quatro pacientes diferentes, dependendo dos componentes separados. Para os hospitais de MS que dependem do Hemosul, cada bolsa coletada nos próximos dias representa a diferença entre ter ou não ter suprimento suficiente para as próximas emergências.

Fontes: REDE HEMOSUL, GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL


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