Uma nova conquista no cuidado com a saúde feminina acaba de ser oficializada no Brasil: o DIU hormonal, conhecido comercialmente como Mirena, foi incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) como opção de tratamento para a endometriose.
A decisão representa um avanço importante para mulheres que enfrentam a doença, especialmente aquelas que não respondem bem às terapias convencionais.
A inclusão foi publicada no Diário Oficial da União após recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A medida amplia as alternativas disponíveis na rede pública, beneficiando principalmente pacientes que não podem utilizar anticoncepcionais orais ou que não obtiveram melhora com outros tratamentos.
Mais do que um método contraceptivo, o DIU hormonal atua diretamente na redução dos sintomas da endometriose. Ao liberar hormônio de forma contínua, o dispositivo ajuda a diminuir a inflamação e as dores intensas associadas à doença, proporcionando ganhos significativos na qualidade de vida e no bem-estar físico e emocional das pacientes.
A expectativa é que a novidade contribua para um cuidado mais eficaz e individualizado, já que a endometriose afeta milhões de mulheres e pode ter impactos profundos na rotina, no trabalho e na saúde mental.
De acordo com o prazo previsto em lei, o SUS tem até seis meses para disponibilizar o tratamento em todo o país. A incorporação do DIU hormonal reforça a importância de políticas públicas voltadas à saúde da mulher e sinaliza um passo importante na ampliação do acesso a tecnologias modernas e mais resolutivas dentro da rede pública.