Anvisa manda recolher lote de Paramol com suspeita de bolor nos comprimidos

Agência proibiu venda, distribuição e uso do lote 114053 do analgésico de 750mg após identificar sujidade nos comprimidos; saiba como agir

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Anvisa manda recolher lote de Paramol com suspeita de bolor nos comprimidos
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (30), o recolhimento imediato de um lote específico do Paramol, analgésico e antitérmico à base de paracetamol fabricado pela Belfar Ltda., após a detecção de alterações visuais nos comprimidos que indicam possível presença de bolor. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e proíbe qualquer comercialização, distribuição ou uso do produto enquanto a investigação prosseguir.

O paracetamol é um dos princípios ativos mais consumidos no Brasil — vendido sem necessidade de receita médica, ele está na casa de milhões de famílias. Por isso, a ação preventiva da Anvisa ganha relevância imediata: o risco não está confirmado laboratorialmente, mas a agência agiu ao constatar indícios suficientes para suspender a circulação do lote como medida de proteção ao consumidor.

O que foi identificado e qual lote está suspenso

A suspeita recai sobre o lote número 114053 do Paramol, na versão de 750 miligramas em embalagem com 200 comprimidos. Técnicos da Anvisa observaram o que classificaram como "sujidade" em alguns comprimidos do lote — alterações visuais sugestivas da presença de fungo, popularmente conhecido como mofo ou bolor. Embora a contaminação ainda não tenha sido confirmada por análises laboratoriais, o tipo de adulteração potencial é considerado grave o suficiente para justificar a retirada imediata do produto do mercado.

A presença de fungos em medicamentos pode comprometer a estabilidade química do princípio ativo e representar risco direto à saúde de quem ingere o produto, especialmente para pessoas imunossuprimidas ou com problemas respiratórios. A resolução da Anvisa deixa claro que apenas o lote identificado está suspenso — outras versões e lotes do Paramol permanecem liberados para comercialização e consumo normalmente.

O que fazer se você tiver esse produto em casa

A orientação é simples e direta: verifique a embalagem do Paramol que estiver em sua residência e localize o número do lote impresso na caixa ou no blister. Se o número corresponder ao lote 114053, suspenda o uso imediatamente e não descarte o produto de forma irregular.

O consumidor deve entrar em contato com a fabricante Belfar Ltda. para obter informações sobre devolução, ressarcimento e eventuais cuidados necessários caso o medicamento já tenha sido utilizado. Os canais de atendimento disponíveis são o e-mail [email protected], o telefone 0800 031 0055 (gratuito) e o WhatsApp (31) 9 7363-0137. O site oficial da empresa também oferece informações complementares sobre o caso.

Alerta para farmácias e distribuidores em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, o Paramol é facilmente encontrado em farmácias de bairro, redes de drogarias e até em mercados, justamente por ser um produto de venda livre. A determinação da Anvisa obriga estabelecimentos comerciais de todo o país — incluindo os de Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e demais municípios sul-mato-grossenses — a suspenderem imediatamente a venda do lote específico e a segregarem o estoque até o recolhimento pela fabricante.

Consumidores que encontrarem o produto ainda exposto nas prateleiras com o número do lote suspenso podem e devem registrar denúncia no Disque Saúde (136) ou diretamente pelo sistema de ouvidoria da Anvisa. A vigilância sanitária estadual e municipal também tem competência para fiscalizar o cumprimento da medida nos pontos de venda locais.

O episódio reforça a importância de guardar embalagens de medicamentos com os dados do lote visíveis até o término do uso e de acompanhar as determinações periódicas da Anvisa — que mantém em seu site uma lista atualizada de produtos suspensos, recolhidos ou com restrição de uso em todo o território nacional.

Fontes: ANVISA, DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO


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