Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul passou por uma profunda transformação econômica, deixando de ser reconhecido apenas pela força da agropecuária para assumir protagonismo também na indústria. Parte importante desse processo foi conduzida pelas políticas de desenvolvimento econômico implementadas pelo Governo do Estado, com participação direta do então secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck.
Entre os principais resultados desse período está a consolidação do chamado Vale da Celulose, marca que identifica a concentração de investimentos florestais e industriais na região leste do Estado. Segundo Jaime Verruck, a estratégia começou há cerca de uma década, quando o setor florestal foi definido como prioridade para impulsionar o crescimento econômico, com simplificação de processos, incentivos e criação de um ambiente favorável aos investimentos.
O projeto ganhou dimensão internacional. Em diferentes eventos, o secretário destacou que o conceito de Vale da Celulose passou a ser reconhecido globalmente, especialmente por grandes compradores asiáticos e empresas do setor. A proposta ajudou a posicionar Mato Grosso do Sul como referência mundial em produtividade florestal, inovação e competitividade na produção de celulose.
Os números refletem essa expansão. Atualmente, Mato Grosso do Sul concentra um dos maiores parques industriais de celulose do planeta, com fábricas em operação em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo, além de novos empreendimentos em construção e expansão. O Estado já abriga quatro unidades em operação e novas fábricas estão em fase de implantação, fortalecendo ainda mais o setor.
Durante apresentação no Fórum Agro do LIDE, Jaime Verruck destacou que Mato Grosso do Sul possui mais de 1,6 milhão de hectares de florestas plantadas, responde por cerca de 24% da produção brasileira de madeira destinada à indústria de papel e celulose e reúne aproximadamente 30 indústrias de base florestal. Segundo ele, a cadeia gera mais de 26 mil empregos diretos e indiretos.
O crescimento industrial não ficou restrito à celulose. A chegada das grandes empresas impulsionou setores ligados à logística, construção civil, energia, transporte, comércio e serviços especializados. Cidades como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Inocência e Bataguassu passaram a registrar aumento na arrecadação, expansão imobiliária e geração de empregos.
Em entrevista ao Portal Vale da Celulose, Jaime Verruck classificou o momento vivido pelo Estado como uma "transição econômica", marcada pela diversificação produtiva e pela agregação de valor às cadeias existentes. Segundo ele, milhões de hectares antes ocupados por pastagens passaram a integrar atividades agrícolas e florestais de maior produtividade, contribuindo para ampliar a competitividade estadual.
Além do setor florestal, a estratégia estadual buscou fortalecer cadeias como proteína animal, bioenergia, biocombustíveis e biodiversidade. O objetivo foi construir uma base econômica mais diversificada, menos dependente de commodities e capaz de atrair indústrias de maior valor agregado.
Ao fazer um balanço de sua atuação à frente da pasta, Jaime Verruck apontou que a principal conquista foi justamente a transformação econômica de Mato Grosso do Sul, combinando crescimento industrial, atração de investimentos e desenvolvimento sustentável. Hoje, o Estado figura entre os principais destinos de investimentos industriais do país e é apontado como um dos maiores polos globais da cadeia de celulose.