A disparada nos preços dos fertilizantes, que já chegam a altas de até 63%, tem colocado o produtor rural em alerta em Mato Grosso do Sul, um dos maiores polos agrícolas do país. O encarecimento dos insumos levou a relação de troca — quantidade de grãos necessária para comprar fertilizantes — ao pior patamar dos últimos anos, impactando diretamente a rentabilidade no campo.
Em um estado fortemente dependente do desempenho de culturas como soja, milho e algodão, além da integração com a pecuária, os fertilizantes representam uma fatia significativa dos custos de produção. Com os preços em alta e os valores pagos ao produtor sem acompanhar o mesmo ritmo, o cenário tem exigido ajustes no planejamento da safra 2026/2027.
“Quando a relação de troca fica desfavorável, o produtor precisa fazer conta fina. Em Mato Grosso do Sul, isso pesa ainda mais porque a produtividade depende muito da adubação”, avaliam técnicos do setor agrícola no Estado.
Além da agricultura de grãos, a alta dos fertilizantes também afeta sistemas integrados e áreas de formação e manutenção de pastagens, encarecendo a produção pecuária e pressionando custos em toda a cadeia do agronegócio.
Boa parte dos fertilizantes utilizados em Mato Grosso do Sul é importada, o que deixa o setor vulnerável a oscilações do mercado internacional, câmbio e custos logísticos. Qualquer instabilidade externa reflete rapidamente no preço final pago pelo produtor rural sul-mato-grossense.