Preço da arroba do boi gordo fecha a semana em queda na maioria das praças

Pressão das escalas de abate mais longas e expectativa de maior oferta influenciaram o mercado pecuário

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O mercado do boi gordo encerrou a semana com recuo nos preços da arroba em diversas regiões do país, refletindo um cenário de maior pressão por parte da indústria frigorífica e cautela nas negociações. O alongamento das escalas de abate e a perspectiva de aumento da oferta de animais nos próximos dias contribuíram para a retração das cotações.

De acordo com dados do Indicador Datagro, utilizados como referência para o fechamento semanal, a arroba do boi gordo em São Paulo foi cotada, em média, a R$ 360,32, enquanto em Mato Grosso do Sul o preço médio ficou em R$ 350,58, mantendo o Estado entre os principais polos de sustentação do mercado, apesar da pressão recente.

Outras praças importantes também registraram ajustes. Na Bahia, a arroba fechou a semana em R$ 326,62, em Goiás ficou em R$ 343,45, e em Minas Gerais, em R$ 340,10. Já Mato Grosso apresentou média de R$ 359,12, próximo aos valores praticados em São Paulo, indicando maior equilíbrio entre oferta e demanda na região. 

Analistas do setor destacam que o principal fator de pressão segue sendo o alongamento das escalas de abate, que em algumas regiões já chegam a duas semanas. Além disso, a proximidade do mês de maio entra no radar do mercado, período historicamente marcado por maior disponibilidade de gado, em função da perda de qualidade das pastagens e da necessidade de venda por parte dos pecuaristas.

Apesar da queda, o movimento não é interpretado como tendência definida. Consultorias do setor apontam que a oferta de animais, embora maior do que nas semanas anteriores, ainda permanece limitada, o que impede recuos mais acentuados nos preços. A postura mais firme de parte dos produtores também contribui para conter negociações em patamares mais baixos.

O mercado segue atento ao comportamento das exportações e ao ritmo de consumo interno, fatores que devem continuar influenciando as cotações nas próximas semanas. A expectativa é de um ambiente de negócios mais lateral no curto prazo, com oscilações pontuais conforme o equilíbrio entre oferta e demanda.


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