MS Inova Mais é homologado e guia política de CT&I em Mato Grosso do Sul

Resolução publicada no Diário Oficial formaliza programa transversal que conecta ciência, tecnologia e inovação ao desenvolvimento econômico do Estado até 2027.

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MS Inova Mais é homologado e guia política de CT&I em Mato Grosso do Sul
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Mato Grosso do Sul oficializou, nesta terça-feira (31 de março de 2026), o Programa Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação — MS Inova Mais. A formalização veio com a publicação da Resolução Semadesc nº 160 no Diário Oficial do Estado, assinada pelo secretário Jaime Verruck, da SEMADESC (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O documento transforma em política pública um planejamento que vinha sendo construído com participação de universidades, setor produtivo e sociedade civil.

  • O quê: homologação do MS Inova Mais, programa estadual de CT&I de Mato Grosso do Sul
  • Quando: terça-feira, 31 de março de 2026
  • Onde: publicado no Diário Oficial do Estado; sede da SEMADESC em Campo Grande
  • Impacto: passa a orientar investimentos públicos e privados em ciência, tecnologia e inovação em todo o MS até 2027

O que é o MS Inova Mais e quais áreas ele abrange

Mais do que um plano setorial, o MS Inova Mais foi desenhado como uma agenda transversal: ele atravessa diferentes políticas de governo e conecta a inovação a temas como bioeconomia, descarbonização industrial, deep techs, conectividade digital, ciência cidadã e fortalecimento de ecossistemas de inovação. O objetivo declarado é posicionar o Estado como referência em uma economia inclusiva, verde e digital, alinhada ao mapa estratégico do governo para o ciclo 2024-2027. Setores como agronegócio, biotecnologia, energias renováveis, saúde e biodiversidade figuram como prioridades de investimento público, com foco simultâneo em competitividade e sustentabilidade.

O secretário Jaime Verruck destacou a natureza integradora do programa: "Aqui estão todas as áreas da ciência e tecnologia, mas o mais importante são os subprogramas e como eles interagem com todas as outras políticas. É uma agenda transversal, que conecta a inovação a todo o processo de desenvolvimento do Estado", afirmou.

Construção participativa e o modelo da tríplice hélice

Um dos pontos ressaltados pelos gestores é que o MS Inova Mais não nasceu em gabinete. Segundo o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ricardo Senna, o programa é fruto de conferências, fóruns e escuta ativa da comunidade científica e de empresários. "A ciência, a tecnologia e a inovação foram incorporadas como eixo estruturante do desenvolvimento econômico do Estado", disse ele. O modelo adotado é o da chamada tríplice hélice, que articula governo, universidades e setor produtivo em torno de objetivos comuns — uma estratégia considerada referência internacional em políticas de inovação.

Ricardo Senna também sinalizou uma virada de perspectiva em relação ao papel das universidades no processo: "Estamos convidando universidades e pesquisadores a transformarem conhecimento em negócios. Há pesquisas que já viraram teses e artigos, e agora queremos escalá-las, gerar inovação e impacto econômico". O executivo citou startups, bioinsumos, bioenergia e hidrogênio verde como exemplos concretos desse caminho de diversificação produtiva.

Investimentos cresceram mais de 700% e fundo estadual garante continuidade

O cenário que antecede a homologação já mostrava movimento acelerado: os investimentos estaduais em ciência e tecnologia cresceram mais de 700% nos últimos anos, impulsionando formação de capital humano, financiamento de pesquisas e apoio à inovação empresarial. Para garantir que esse ritmo não dependa apenas de vontade política momentânea, o MS Inova Mais prevê a consolidação de uma política de Estado contínua, sustentada por governança estruturada e pelo Fundo Estadual de CT&I como instrumento permanente de financiamento.

O programa também prevê expansão dos ambientes físicos e virtuais de inovação — incubadoras, parques tecnológicos e hubs — para ampliar a capacidade de geração de negócios de base tecnológica em todas as regiões do Estado. Para o secretário Jaime Verruck, a homologação marca uma virada institucional: "Estamos estruturando uma política pública sólida, que conecta inovação, sustentabilidade e desenvolvimento econômico. É um instrumento para transformar conhecimento em valor e posicionar Mato Grosso do Sul na nova economia".

No contexto regional, Mato Grosso do Sul disputa espaço com outros estados do Centro-Oeste que também aceleram suas agendas de inovação. A formalização do MS Inova Mais coloca o Estado em posição mais competitiva para atrair investimentos, pesquisadores e empresas de tecnologia, além de oferecer um ambiente institucional mais previsível para quem queira empreender com base científica no MS.

Fontes: SEMADESC


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