A participação de fêmeas no abate total de bovinos alcançou 46,83% em 2025, a maior da história, com um aumento significativo de 19,42% no abate de vacas e novilhas no último trimestre do ano. Apesar desse recorde, o peso médio das carcaças caiu para 258,52 kg/cabeça. Para 2026, a expectativa é de uma redução geral no abate, especialmente de fêmeas, devido a uma possível mudança no ciclo pecuário, embora as fêmeas continuem em destaque, especialmente novilhas para exportação.
A participação de fêmeas no abate total de bovinos atingiu 46,83% em 2025, o maior nível da história, ficando 6,90 pontos percentuais acima da média dos últimos 15 anos (39,93%), de acordo com a consultoria Agrifatto, com base em dados do IBGE divulgados na quarta-feira (18/3).
No último trimestre de 2025, foram enviadas para os ganchos das indústrias brasileiras 4,60 milhões de cabeças de vacas e novilhas, um aumento de 19,42% em relação ao mesmo período de 2024. A Agrifatto destaca que todos os meses do quarto trimestre registraram recordes históricos para a categoria.
Como consequência dessa composição, o peso médio das carcaças (machos e fêmeas) recuou 0,92%, fechando 2025 em 258,52 kg/cabeça.
Para 2026, a consultoria projeta uma redução no número total de animais abatidos no País, principalmente de fêmeas, em razão do esperado movimento de desaceleração nos descartes, reflexo da eventual mudança do ciclo pecuário, que tende à fase de alta nos preços.
Mesmo com a queda no total, a Agrifatto ressalta que os níveis de fêmeas no abate devem permanecer elevados, impulsionados pela maior participação de novilhas voltadas à exportação, e não apenas por descarte.
O total de abate projetado para 2026 é de 40,44 milhões de cabeças, representando uma redução de 5,3% em relação a 2025, mantendo, porém, a tendência de maior presença feminina nos ganchos.