Segunda safra de milho em MS deve alcançar 11 milhões de toneladas

Produtores avançam no plantio seguindo calendário agrícola, e diversificação de culturas marca o período de sucessão da soja

Por -Gabriela Porto
Segunda safra de milho em MS deve alcançar 11 milhões de toneladas
Segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul pode chegar a 11,1 milhões de toneladas, com 2,2 milhões de hectares plantados e diversificação de culturas. - Foto: Divulgação
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A segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul para o ciclo 2025/2026 deve alcançar cerca de 11,1 milhões de toneladas, com uma área plantada de aproximadamente 2,2 milhões de hectares, ligeiramente superior ao ciclo anterior. A estimativa de produtividade média é de 84,2 sacas por hectare, 22% inferior à safra passada, considerado um retorno à média histórica após uma colheita atípica. Até março, 65,7% da área planejada já havia sido semeada, enquanto a diversificação nas culturas tem crescido, com o milho ocupando 46% das áreas de sucessão da soja. Apesar das variações, o milho continua sendo vital para o abastecimento e exportação no estado.

A segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul deve alcançar aproximadamente 11,1 milhões de toneladas no ciclo 2025/2026, segundo projeções do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS.

O levantamento indica que a área plantada deve atingir cerca de 2,2 milhões de hectares, sugerindo leve aumento em relação ao ciclo anterior. Historicamente, a área destinada à segunda safra de milho no estado varia entre 2,1 e 2,3 milhões de hectares, dependendo de clima, mercado e estratégias adotadas pelos produtores.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, a estimativa de produtividade média é de 84,2 sacas por hectare, número 22% inferior às 108 sc/ha registradas na safra passada. “As projeções consideram um cenário de acomodação após a safra anterior, considerada atípica devido às condições climáticas favoráveis que elevaram a produtividade. Para o ciclo atual, o rendimento tende a se aproximar da média histórica”, explicou.

Plantio segue dentro do calendário agrícola

No campo, os produtores intensificam as operações para garantir o estabelecimento das lavouras dentro da janela climática mais segura. Até a primeira semana de março, cerca de 65,7% da área estimada já havia sido semeada, equivalendo a aproximadamente 1,4 milhão de hectares. O avanço ocorre paralelamente à colheita da soja, exigindo ritmo intenso das propriedades para cumprir o calendário agrícola.

Diversificação marca a segunda safra

Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul vem adotando diversificação nas áreas de sucessão da soja. Embora o milho continue sendo a principal cultura em muitas regiões, atualmente ocupa 46% das áreas, percentual menor que os 75% observados em ciclos anteriores.

As demais áreas são destinadas a sorgo, milheto e pastagens, estratégias que contribuem para ampliar a diversidade produtiva e reduzir riscos climáticos.

“Mesmo com variações naturais entre as safras, o milho segue como uma das culturas mais importantes de Mato Grosso do Sul, com papel relevante tanto no abastecimento interno quanto na exportação de grãos”, destacou Flavio Aguena.


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