Em março de 2026, o preço médio da carne bovina brasileira exportada alcançou seu maior valor desde outubro de 2022, com uma quota média de 5,6 mil dólares por tonelada, refletindo alta demanda internacional e oferta reduzida no mercado interno. O Brasil exportou 59,9 mil toneladas no início do mês, um aumento de 5,9% em relação a 2025.
No mercado interno, os preços do boi gordo na região paulista permaneceram estáveis, enquanto em Minas Gerais houve pequenas quedas nas cotações. A combinação de alta nas exportações e ajustes de oferta e demanda indica que o setor deve seguir apresentando bons resultados no primeiro trimestre de 2026.
O preço médio da carne bovina brasileira exportada atingiu, em março de 2026, o maior valor registrado desde outubro de 2022, seguindo a tendência de recordes iniciada em janeiro e fevereiro deste ano. Segundo dados da Scot Consultoria, na primeira semana de março, o Brasil embarcou 59,9 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 11,9 mil toneladas, representando alta de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025.
A cotação média das exportações ficou em 5,6 mil dólares por tonelada, uma valorização de 16,1% na comparação anual. O desempenho reflete o fortalecimento da demanda internacional e a oferta relativamente enxuta de animais no mercado doméstico.
No mercado paulista, os preços do boi gordo permaneceram estáveis nesta terça-feira, com a arroba do boi sem padrão cotada em 347 reais e o boi-China em 350 reais. A escassez de animais para abate e a resistência dos vendedores em negociar abaixo dos preços de referência sustentam as cotações, especialmente no mercado spot. As escalas de abate, no entanto, começam a se alongar, indicando ajustes entre oferta e demanda. Atualmente, a escala média é de dez dias.
Em Minas Gerais, a oferta de bovinos aumentou, com maior presença de fêmeas nas escalas de abate. Os frigoríficos testam preços mais baixos, refletindo pequenas quedas na cotação do Triângulo Mineiro e da região de Belo Horizonte, com recuo de 5 reais por arroba em todas as categorias. Na região Norte, a arroba do boi gordo permaneceu estável, enquanto vacas e novilhas registraram queda de 4 e 3 reais por arroba, respectivamente.
Na região Sul, não houve alterações nas cotações, mantendo estabilidade em relação aos valores praticados anteriormente.
O aumento do preço médio das exportações mostra a importância do mercado externo para a rentabilidade do setor. A valorização é resultado da combinação entre maior demanda internacional e oferta interna controlada, fatores que têm sustentado o mercado da carne bovina.
Com os embarques mantidos em patamares elevados, a expectativa é que o setor continue a registrar bons resultados ao longo do primeiro trimestre de 2026, mesmo diante de ajustes pontuais no mercado interno.