Bezerro é negociado acima de R$ 3.000/cabeça em quase todas as praças, aponta Cepea

Neste começo de março, o bezerro segue em valorização, com a média da parcial do mês a R$ 3.236,30

Por -Gabriela Porto
Bezerro é negociado acima de R$ 3.000/cabeça em quase todas as praças, aponta Cepea
Neste começo de março, o bezerro segue em valorização. - Foto: Divulgação
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Os preços dos bezerros nelore para reposição têm aumentado desde o final de 2025, com valores superiores a R$ 3.000/cabeça em várias regiões. Em fevereiro, a média de preços em Mato Grosso do Sul foi de R$ 3.158,74, o valor mais alto desde dezembro de 2021, e atualmente, em março, está em R$ 3.236,30. A valorização se deve à baixa oferta de machos e à alta demanda, especialmente dos frigoríficos, que buscam atender ao mercado de exportação. Os meses de março e maio são sazonalmente os que apresentaram os preços mais elevados de reposição.

Os preços dos animais para reposição (bezerro nelore, de 8 a 12 meses) estão em movimento de alta desde o final de 2025.

Neste início de ano, o animal é negociado acima de R$ 3.000/cabeça na maior parte das 28 regiões acompanhadas pelo Cepea.

Em Mato Grosso do Sul, o bezerro foi comercializado em fevereiro à média de R$ 3.158,74/cabeça (Indicador CEPEA/ESALQ), a maior, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI), desde dezembro de 2021.

Neste começo de março, o bezerro segue em valorização, com a média da parcial do mês a R$ 3.236,30. Em um ano, o preço do animal de reposição sul-mato-grossense subiu pouco mais de 20%.

Pesquisadores do Cepea apontam que a valorização é influenciada pela menor oferta de machos e pela demanda mais aquecida.

Ressalta-se que, sazonalmente, os meses de março e maio são os que apresentam os maiores patamares de preços de reposição, uma vez que os terminadores demandam mais bezerros para repor os bois gordos que saem de suas fazendas neste período do ano.

Pelo lado da demanda, a forte procura dos frigoríficos por novos lotes de boi gordo para abate – especialmente para atender à exportação – mantém os pecuaristas terminadores ativos nas aquisições de novos lotes de bezerro e de boi magro.


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