Mato Grosso do Sul é destaque no Brasil, apresentando o maior crescimento do agronegócio em 2025, impulsionado pela tecnologia e políticas de apoio ao setor. A Fazenda Cachoeirão, com 74 anos, exemplifica essa evolução, integrando pecuária e agricultura com sucesso. O Estado registra um crescimento de 18,6% no PIB do agro, devido a programas de incentivo do Governo que fortalecem diversas cadeias produtivas. O produtor Nedson Rodrigues ressalta a importância da profissionalização e da continuidade do legado familiar, vislumbrando um futuro promissor para o agronegócio na região.
Potência e referência nacional, o agronegócio de Mato Grosso do Sul segue em destaque no Brasil, com o maior crescimento do país entre os estados em 2025. Esse cenário positivo, em plena expansão, é fruto da capacidade, tecnologia e dedicação do produtor, aliado a uma política estadual de apoio e incentivo ao homem do campo.
Não faltam exemplos que ajudaram a construir essa história de sucesso no Estado. Na região de Bandeirantes, próximo à MS-245, a Fazenda Cachoeirão iniciou suas atividades em 1952, há 74 anos. Em uma região de Cerrado, a criação de gado era a única alternativa.
“Nesta época que meus pais começaram a criar gado aqui na fazenda, nem existia braquiária. Somente na década de 70 que a Embrapa trouxe a braquiária e começaram a se formar as pastagens. Foi o primeiro grande avanço na pecuária em termos de produção”, contou Nedson Rodrigues, um dos proprietários da fazenda.
Rodrigues relatou que, a partir de 1991, junto com o irmão, assumiu a administração da fazenda Cachoeirão e começou a intensificar o processo produtivo. Uma grande mudança ocorreu em 2005, quando decidiram entrar também na agricultura, mesmo estando, segundo ele, em solo fraco e arenoso.
“Encaramos este desafio e começamos a integração de agricultura e pecuária. Com todas as tecnologias disponíveis vimos que era possível fazer uma boa produção de grãos, mesmo em terras mais fracas. Fomos pioneiros aqui na região. Hoje temos uma pecuária bastante intensiva, com pastagens de excelente qualidade, e uma produção de grãos com ótima performance”.
O produtor afirma que, na pecuária, realiza o ciclo completo de cria, recria e cruzamento industrial, com fornecimento e melhoramento de material genético para outros criadores, além de confinamento e abatimento de animais precoces com 14 meses, acima de 20 arrobas.
“Ainda promovemos a rotatividade do pasto, para que o gado sempre tenha uma alimentação de qualidade. O filé mignon é a ponta da folha”.
Na agricultura, há produção de milho, soja e feijão, inclusive com a implantação de irrigação na fazenda para aumentar a produtividade. Ao todo, a fazenda familiar dispõe de 37 funcionários registrados, além de terceirizados, em uma área de 7,5 mil hectares, sendo 22% de reserva legal e o restante dividido entre pecuária e grãos.
“É uma gestão bem profissional porque os negócios vão crescer e, se você não se profissionalizar, fica para trás. Já investimos também na sucessão familiar. Temos filhos e sobrinhos participando da administração para dar continuidade a esse legado”.
Exemplo de sucesso, Nedson avalia que o agronegócio no Estado está forte, em plena ascensão, com diversificação na produção e políticas públicas bem consolidadas para o setor.
“Não depende apenas de dois produtos. Tem soja, milho, amendoim, laranja, o Vale da celulose, além da produção de carne. Não devemos para nenhum estado. Somos referência tanto em genética quanto na qualidade da carne. É muito gratificante esse reconhecimento. Vejo um futuro promissor, com um agro cada vez mais profissional. Só vejo caminho de crescimento”, garantiu.
Para a nova geração, ele diz que o lema deve continuar sendo “trabalho e muito trabalho”, aliado à dedicação, informação e tecnologia.
“Eles precisam sempre estar se atualizando, olhando para o futuro para continuar este legado tão bonito construído em Mato Grosso do Sul”.
Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento do PIB, Produto Interno Bruto, do agro em 2025 entre os estados, com aumento de 18,6%, seguido por Mato Grosso, com 18,5%, e Goiás, com 13,4%. Os dados estão disponíveis na Resenha Regional do Banco do Brasil, atualizada em fevereiro deste ano.
Para construir esse cenário, o Governo do Estado criou uma série de programas de apoio e incentivo ao homem do campo. Entre eles se destacam o Proape, Programa de Apoio à Produção Agropecuária; o Precoce MS, incentivo à produção de bovinos de corte de alta qualidade; o Leitão Vida, incentivo e fortalecimento da suinocultura; e o Peixe Vida, apoio à cadeia produtiva da piscicultura.
Também integra esse conjunto o programa Carne Sustentável, que incentiva a produção de carne bovina sustentável e orgânica no Pantanal, assim como o Prosolo, Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água. Todos são liderados e coordenados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul.