Colheita da soja avança em MS, mas clima e produtividade preocupam

Com 22,3% da área nacional colhida, Mato Grosso do Sul registra bons preços locais, mas chuvas atrasam trabalhos e milho safrinha.

- MSConecta
18/02/2026 09h00 - Atualizado há 2 semanas
Colheita da soja avança em MS, mas clima e produtividade preocupam
Foto: Reprodução / Divulgação
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A colheita de soja em Mato Grosso do Sul avança, mas as chuvas intermitentes podem prejudicar a produtividade e atrasar o plantio do milho safrinha. Em 13 de fevereiro, preços em diversas cidades do estado mostraram valorização, especialmente em Campo Grande e Dourados. No mercado externo, os contratos futuros da soja apresentaram leve recuo. Os produtores locais estão otimistas, mas a umidade excessiva gera preocupações para a logística da colheita e o plantio da segunda safra de milho. As condições climáticas e cotações internacionais serão cruciais para determinar os resultados finais da safra.

A colheita da soja em Mato Grosso do Sul avança junto ao ritmo nacional, mas o clima segue como fator de atenção no campo. Apesar de 22,3% da área nacional já ter sido colhida, chuvas intermitentes dificultam a colheita e podem impactar a produtividade final, além de atrasar o plantio do milho safrinha.

Produtores do Estado acompanham de perto tanto o clima quanto o mercado físico. Segundo dados da corretora Granos Corretora, os preços em 13 de fevereiro foram:

  • Campo Grande: R$ 110,00 (+1,38%)
  • Chapadão do Sul: R$ 107,00 (+0,94%)
  • Dourados: R$ 111,00 (+0,91%)
  • Maracaju: R$ 110,00 (+0,92%)
  • Ponta Porã: R$ 109,00 (0,00%)
  • São Gabriel do Oeste: R$ 108,00 (0,00%)
  • Sidrolândia: R$ 109,00 (+1,40%)
  • Sonora: R$ 105,50 (+0,48%)

No mercado externo, os contratos futuros da soja na Chicago Board of Trade operam em leve recuo. O vencimento março de 2026 recuava para 1.132,75 centavos de dólar por bushel, abaixo da linha de US$ 11,30. Maio de 2026 marcava 1.148,00 centavos, enquanto maio de 2027 estava em 1.125,50. No complexo soja negociado na Chicago Mercantile Exchange, o óleo subia para 57,48 pontos e o farelo caía para 306,1 dólares por tonelada. A pressão negativa acompanha o ritmo mais moderado de negócios no curto prazo, influenciado pelo Ano Novo Chinês e pelo início do Ramadã.

Mercado interno e preços em MS

O estado registra boa liquidez em diversas praças, com destaque para Campo Grande e Dourados, que apresentaram valorização diária de até 1,38%. A estabilidade e o avanço de preços em outras cidades, como Maracaju e Chapadão do Sul, contribuem para o otimismo parcial entre produtores locais.

Mesmo assim, o excesso de chuvas interfere na logística da colheita, atrasando a retirada dos grãos e a entrada das máquinas no campo.

Milho safrinha sob atenção

O plantio do milho segunda safra, ligado à soja colhida, encontra-se em janela crítica. Chuvas frequentes reduzem o tempo disponível para semeadura e podem comprometer a produtividade do cereal, impactando diretamente a renda agrícola no estado.

Perspectivas

Embora Mato Grosso do Sul apresente preços atrativos no mercado físico, produtores permanecem atentos ao clima e às cotações internacionais. A combinação entre avanço da colheita, variações externas e excesso de umidade será determinante para o resultado final da safra e para o planejamento da segunda safra de milho.


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