Na primeira semana de fevereiro, o mercado físico do boi gordo viu preços em alta devido à oferta restrita de gado e à demanda aquecida, especialmente no mercado externo, onde as exportações foram positivas em janeiro.
Os preços da arroba variaram, com aumentos significativos em estados como Mato Grosso do Sul (R$ 322,50) e São Paulo (R$ 340,00). No mercado atacadista, houve alta nos preços dos cortes bovinos, influenciada pelos baixos estoques.
As exportações brasileiras de carne bovina atingiram US$ 1,291 bilhão em janeiro, destacando a tendência de preço sustentada no mercado interno devido à combinação de oferta limitada e vendas externas consistentes.
O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos ao longo da primeira semana de fevereiro. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos ainda se deparam com oferta restrita de gado para compra, o que dificulta o avanço das escalas de abate.
“Tudo indica que os preços devem seguir avançando no curto prazo, já que a demanda permanece aquecida, especialmente no mercado externo. O desempenho das exportações brasileiras em janeiro foi bastante positivo, com destaque para Estados Unidos, Europa, China e outros destinos”, afirma o analista.
Na modalidade a prazo, os valores da arroba do boi gordo estavam assim no dia 6 de fevereiro:
No mercado atacadista, Iglesias observa aumento nos preços dos cortes do dianteiro e do traseiro bovino.
“O baixo nível dos estoques nas indústrias ajuda a explicar o comportamento atípico dos preços da carne bovina no atacado, justamente em um período que costuma ser marcado por consumo doméstico mais fraco”, contextualiza.
Segundo ele, a queda nos preços da carne de frango e dos cortes suínos no atacado ainda não foi plenamente repassada ao varejo, o que contribui para manter o ambiente de firmeza na carne bovina.
As exportações brasileiras de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada somaram US$ 1,291 bilhão em janeiro (considerando 21 dias úteis), com média diária de US$ 61,522 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
O volume embarcado atingiu 231,821 mil toneladas, com média diária de 11,039 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.573,20.
O cenário reforça a tendência de sustentação dos preços no mercado interno, especialmente diante da combinação entre oferta limitada de animais prontos para abate e ritmo consistente das vendas externas.