O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou um investimento de R$ 7,15 milhões para pesquisas e inovação nas culturas de soja e milho, com início em março de 2026. Os recursos, provenientes do FUNDEMS, serão geridos pela Fundect, que financiará projetos com foco na validação regional de sementes e tecnologias de irrigação, visando aumentar a eficiência produtiva. A distribuição do investimento será regionalizada, com 62% destinado à região Centro-Sul, e busca estimular o desenvolvimento tecnológico nas diferentes zonas produtivas do estado.
Um investimento de R$ 7,15 milhões foi autorizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul para impulsionar pesquisas e inovação voltadas às culturas de soja e milho no estado. A medida foi formalizada nesta sexta-feira (30), por meio de resolução da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). A previsão é que os projetos comecem a ser executados a partir de março de 2026.
Os recursos têm origem no Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja (FUNDEMS) e serão administrados pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado (Fundect). Com isso, a proposta é selecionar e financiar iniciativas de pesquisa que apresentem aplicações práticas ao produtor rural. O objetivo é mirar maior eficiência e produtividade no ciclo agrícola de 2026.
Na resolução, foi indicado que o foco não está em estudos desconectados da rotina do campo. Em vez disso, a prioridade se concentra na validação regional de materiais genéticos. Ou seja, testes que buscam identificar quais variedades de sementes se adaptam melhor às condições de solo e clima de cada microrregião de Mato Grosso do Sul. Isso reduz incertezas na tomada de decisão do produtor.
Além disso, estudos sobre tecnologias de irrigação também foram incluídos entre as frentes contempladas. A medida tende a ganhar relevância em cenários de risco climático, já que a irrigação pode ajudar a mitigar impactos de períodos de seca. Também foi previsto o apoio à realização de feiras e eventos técnicos. O objetivo é divulgar novas tecnologias e aproximar o conhecimento produzido das propriedades rurais.
A distribuição do montante foi definida de forma regionalizada, segundo o texto do ato. A maior parcela, cerca de 62% do total, deverá ser destinada à região Centro-Sul. Esta é considerada uma das mais fortes na produção agrícola estadual. Já o restante do investimento será direcionado a projetos voltados às regiões Norte-Nordeste e ao Bolsão. O objetivo é estimular o desenvolvimento tecnológico em diferentes zonas produtivas.
A gestão da descentralização orçamentária foi assinada pelo secretário Jaime Elias Verruck. Assim, o repasse reforça o alinhamento entre uma fonte de recursos ligada às demandas do setor produtivo, o FUNDEMS. Além disso, destaca a execução técnica e científica conduzida pela Fundect, que ficará responsável por administrar e viabilizar o financiamento dos projetos.