A Ceasa de Mato Grosso do Sul tem incentivado a participação de agricultores locais na comercialização de frutas, verduras e legumes, atuando como um canal essencial para escoamento da produção agrícola. O Centro de Comercialização da Agricultura Familiar oferece suporte técnico e credenciamento para que os produtores possam vender diretamente, garantindo a qualidade e a procedência dos produtos. Em 2025, o estado destacou-se ao fornecer cerca de 25 mil toneladas de hortifrutigranjeiros, refletindo o crescimento da agricultura familiar e a diversidade da produção local.
A Ceasa de Mato Grosso do Sul vem ampliando a participação de agricultores locais no abastecimento de frutas, verduras e legumes comercializados no Estado. O entreposto atua como um dos principais canais de escoamento da produção agrícola e concentra diariamente comerciantes, empresas e consumidores interessados em produtos frescos e preços competitivos.
O crescimento da oferta de hortifrutigranjeiros produzidos no Estado reflete o fortalecimento da agricultura familiar e a ampliação do acesso dos produtores ao mercado atacadista. Para muitos agricultores, a Ceasa representa a principal porta de entrada para a comercialização em larga escala, conectando o campo diretamente ao consumidor final e ao setor varejista.
O acesso dos produtores ao Centro de Comercialização da Agricultura Familiar, localizado dentro da Ceasa, ocorre por meio de orientação técnica prestada pela Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural. A Agraer atua nos 79 municípios do Estado e oferece suporte desde a produção até a etapa de comercialização, além de avaliar o enquadramento do agricultor como produtor familiar.
Após o credenciamento junto à agência, o produtor pode realizar o cadastro na administração da Ceasa para vender seus produtos nos espaços destinados à agricultura familiar. Esse processo organiza o fluxo de entrada de mercadorias e garante a procedência dos alimentos comercializados no entreposto.
No Centro de Comercialização da Agricultura Familiar, os agricultores utilizam espaços conhecidos como pedras, onde a venda ocorre diretamente aos compradores. Para acessar o local, é necessário retirar o romaneio, documento que substitui a nota fiscal e autoriza a entrada da mercadoria no entreposto.
Segundo a direção da Ceasa, o romaneio é o único custo operacional para o produtor que comercializa no Cecaf e corresponde a cada carga de produtos entregue. A exigência do documento permite o controle sanitário e fiscal, além de assegurar a rastreabilidade dos alimentos que circulam pelo espaço.
Além do Cecaf, os agricultores também podem optar por negociar diretamente com empresas instaladas na Ceasa. Nesses casos, a comercialização ocorre mediante apresentação de romaneio ou nota fiscal, mantendo o controle sobre a origem da mercadoria.
De acordo com a administração do entreposto, a Ceasa não atua como intermediadora das vendas. O espaço funciona como um polo de concentração e distribuição, cabendo ao produtor a responsabilidade pela negociação, definição de preços e capacidade de atendimento à demanda.
O fluxo de comercialização na Ceasa começa ainda de madrugada, com intensa movimentação a partir das 4h. Diariamente, centenas de comerciantes, representantes de empresas e consumidores circulam pelo entreposto em busca de produtos de qualidade.
Nesse ambiente competitivo, a orientação da administração é que o agricultor esteja atento às exigências do mercado, conheça os custos de produção, pratique preços compatíveis e avalie sua capacidade de fornecimento. A atuação no entreposto exige não apenas conhecimento técnico da produção, mas também habilidade comercial.
Os números confirmam a expansão da participação dos produtores do Estado no abastecimento da Ceasa. Entre janeiro e setembro de 2025, Mato Grosso do Sul ocupou a segunda posição no ranking dos estados que mais forneceram produtos ao entreposto, com cerca de 25 mil toneladas de hortifrutigranjeiros comercializados. O volume representa crescimento de 8,93 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre os itens mais comercializados no período estão mandioca, laranja e ovos, produtos que figuram entre os principais da pauta agrícola estadual e demonstram a diversidade da produção local.