Mato Grosso do Sul cresce em número de armazéns, mas ainda enfrenta déficit de capacidade

Estado tem 534 estabelecimentos de armazenagem, mas enfrenta déficit de 11,1 milhões de toneladas

Por Por Redação-
Mato Grosso do Sul cresce em número de armazéns, mas ainda enfrenta déficit de capacidade
(Créditos: Reprodução)
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O IBGE divulgou que a capacidade de armazenagem agrícola no Brasil cresceu 1,8% no primeiro semestre de 2025, totalizando 231,1 milhões de toneladas. Em Mato Grosso do Sul, houve um aumento de 1,32% no número de estabelecimentos, mas ainda há um déficit de 11,1 milhões de toneladas na capacidade de armazenamento. A soja é o principal produto armazenado no estado, com 48,8 milhões de toneladas, seguida pelo milho e arroz.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (13), os dados da Pesquisa de Estoques, que avalia a infraestrutura de armazenagem em todo o país. Segundo o levantamento, a capacidade de armazenagem agrícola brasileira cresceu 1,8% no primeiro semestre de 2025, alcançando 231,1 milhões de toneladas.

Em Mato Grosso do Sul, o número de estabelecimentos de armazenagem de grãos chegou a 534, frente aos 527 registrados no mesmo período de 2024 — um aumento de 1,32%. O levantamento contabiliza unidades armazenadoras por tipo de atividade econômica e estrutura.

Déficit estrutural preocupa setor

Apesar do crescimento, o Estado ainda enfrenta déficit na capacidade de armazenamento. Segundo o estudo “Capacidade de Armazenamento de Grãos de Soja e Milho do Mato Grosso do Sul – 2025”, divulgado em outubro pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), há uma defasagem de 11,1 milhões de toneladas entre o volume produzido e a estrutura disponível para estocagem.

De acordo com o levantamento técnico, MS produz, em média, 22,9 milhões de toneladas de soja e milho por safra, mas tem capacidade para armazenar apenas 16,4 milhões de toneladas.

Estrutura de armazenagem no Estado

O estudo do IBGE mostra que, em Mato Grosso do Sul, os armazéns convencionais, estruturais e infláveis representam 101 unidades, enquanto os silos graneleiros e granelizados somam 194 estabelecimentos. Esses espaços estão distribuídos entre atividades de comércio, indústria, serviços de armazenagem e produção agropecuária.

A pesquisa tem como objetivo monitorar a capacidade de estocagem de produtos agrícolas, considerada essencial para o escoamento da safra, regulação de preços e abastecimento interno.

No primeiro semestre deste ano, a capacidade útil total das unidades armazenadoras do Estado foi de 9.451.800 toneladas, sendo 4.243.118 toneladas em armazéns graneleiros e granelizados e 1.142.861 metros cúbicos em estruturas convencionais, estruturais e infláveis.

Crescimento regional

Com exceção do Nordeste (0,0%), todas as grandes regiões brasileiras registraram aumento no número de estabelecimentos no primeiro semestre de 2025, segundo o IBGE:

• Norte (4,2%)

• Centro-Oeste (1,9%)

• Sudeste (1,1%)

• Sul (0,5%)

Entre os estados, o Rio Grande do Sul lidera com 2.454 unidades de armazenagem, seguido por Mato Grosso (1.787) e Paraná (1.382).

Produtos mais estocados em MS

No Mato Grosso do Sul, a soja em grão é o principal produto armazenado, com 48.817.228 toneladas, seguida pelo milho em grão, com 18.123.994 toneladas, e o arroz em casca, com 6.122.482 toneladas.

Na sequência aparecem o trigo em grão (2.402.188 toneladas) e o café (634.986 toneladas).


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