Com o fim do vazio sanitário do algodão em Mato Grosso do Sul, os produtores se preparam para a safra 2024/2025, com o cultivo liberado até 30 de novembro. O Estado possui 31 mil hectares de algodão, com 89,5% das áreas fiscalizadas, refletindo boas práticas agrícolas. A liberação do plantio varia por região, e é essencial cumprir regras de controle de pragas para garantir a saúde das lavouras e evitar penalidades. Os produtores devem também cadastrar suas áreas e seguir exigências específicas para manter os benefícios fiscais.
Com o encerramento gradual do vazio sanitário do algodão em Mato Grosso do Sul, os produtores começam a se preparar para o plantio da safra 2024/2025. Segundo a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), até o dia 30 de novembro o cultivo estará totalmente liberado nas três regiões monitoradas pela Agência.
Atualmente, o Estado conta com 31 mil hectares de algodão cadastrados, distribuídos em 38 propriedades localizadas em 10 municípios. Há áreas produtivas em todas as regiões de cultivo e, até o momento, 89,5% das áreas já foram fiscalizadas. De acordo com a Iagro, os números refletem o comprometimento dos produtores com as boas práticas agrícolas e o controle fitossanitário.
O período de restrição se encerrou em 30 de outubro na região III, que inclui Dourados, Naviraí, Ponta Porã e Nova Andradina. Nessas localidades, o plantio deve ser finalizado até 31 de dezembro. Já na região II, que abrange 33 municípios, o vazio sanitário segue até 15 de novembro. Na região I, formada por 23 municípios, a liberação ocorrerá em 30 de novembro. Nesses dois últimos grupos (I e II), o plantio poderá ser realizado até 31 de janeiro de 2026.
Durante o vazio sanitário, é proibido o cultivo de algodão e obrigatória a eliminação de plantas voluntárias ou rebrotas que possam servir de abrigo ao inseto. A pausa é considerada essencial para interromper o ciclo do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis Boheman), principal praga da cultura. A ação faz parte do Programa Nacional de Controle do Bicudo do Algodoeiro, que visa garantir o desenvolvimento saudável das lavouras na próxima safra.
Além de cumprir o período de restrição, os produtores devem cadastrar eletronicamente suas áreas plantadas junto à Iagro até 30 dias após o fim do calendário de semeadura. Outras exigências incluem o manejo integrado de pragas, o uso racional de defensivos agrícolas e a emissão do Certificado de Destruição de Soqueira, documento necessário para solicitação de incentivos fiscais.
A fiscalização é contínua e pode ocorrer a qualquer momento. O descumprimento das normas pode resultar na perda de benefícios fiscais e em outras penalidades. As regras estão previstas na Resolução Conjunta Semadesc/Iagro nº 001, de 2 de julho de 2024, que define as medidas de prevenção e controle do bicudo-do-algodoeiro em Mato Grosso do Sul.