Sebrae/MS ensina empresário a vender para o Paraguai pela Bioceânica
Palestra em Campo Grande mostrou riscos e oportunidades do mercado paraguaio; especialista diz que pequeno negócio também cabe na rota
Divulgação/SEBRAE/MS
O Sebrae/MS reuniu empresários sul-mato-grossenses em Campo Grande nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, para explicar como a Rota Bioceânica está mudando o apetite de quem antes olhava só para o mercado interno e agora enxerga o Paraguai como porta de entrada para negócios internacionais. A palestra "Paraguai Além das Fronteiras: Oportunidades, riscos e estratégias de negócios" foi organizada em parceria com a ApexBrasil e também chegou a empreendedores do interior do Estado por transmissão online.
Quem abriu o evento foi Isabella Montello, gerente da Unidade de Competitividade e Inovação do Sebrae/MS. Para ela, o corredor rodoviário que vai ligar o Centro-Oeste brasileiro aos portos do Chile, passando por território paraguaio, transforma a lógica da vizinhança. "O Paraguai é o primeiro país nessa travessia terrestre e, por isso, é importante entendermos melhor a cultura e o mercado paraguaio. Com a Rota Bioceânica, ele deixa de ser apenas um país vizinho e passa a ser o início de um caminho que pode nos levar para o mundo todo", disse.
Pequeno empresário também tem lugar na rota, diz especialistaQuem conduziu a palestra foi o especialista em comércio exterior Rogério Schwank, que atua com internacionalização de negócios no Mercosul. Ele reforçou que a expansão para o Paraguai não é restrita a grandes operações de milhões de reais: a movimentação de cargas e pessoas que a Bioceânica vai gerar cria demanda por logística, infraestrutura e serviços que cabem no porte de pequenos negócios.
"Com a Rota Bioceânica, vamos precisar de logística, infraestrutura e serviços para atender toda essa movimentação. É justamente aí que o micro e pequeno empreendedor entra, porque um pequeno negócio pode se transformar em uma importante fonte de faturamento", afirmou Schwank. Antes de qualquer decisão de expansão, segundo ele, o empresário precisa avaliar riscos e entender as particularidades do mercado paraguaio, e não se basear apenas em informações soltas na internet.
Quem foi ouvir, e por quêEntre o público estava o empresário João Ramão Monfort Villar, que atua com música e impressão 3D e já tem contato com o mercado paraguaio. "Já fiz algumas pesquisas e quis participar da palestra justamente para entender melhor como as coisas funcionam e separar o que encontramos na internet daquilo que realmente acontece no mercado", contou.
Já Daisy do Rego e Silva, que trabalha com desenvolvimento humano e cursos profissionalizantes, foi atrás de pistas sobre um setor que normalmente não aparece nas discussões sobre exportação. "Percebo muitas pessoas mudando para o Paraguai em busca de oportunidades e comecei a pensar se também haveria espaço para o meu setor", disse.
Empresários interessados em orientação sobre internacionalização de negócios para o Paraguai podem procurar a Central de Relacionamento do Sebrae/MS pelo telefone 0800 570 0800 ou pelo site ms.sebrae.com.br. A rota rodoviária que liga o Brasil ao Paraguai também já motivou outras iniciativas de integração na fronteira, como o planejamento de obras discutido entre Porto Murtinho e a UFMS e o debate promovido pelo Agrotalk Business sobre os efeitos da rota no agronegócio.
Fontes: SEBRAE/MS