Rota Bioceânica reforça expectativa de ganhos para a pecuária de Mato Grosso do Sul
Corredor logístico deve reduzir custos de transporte e ampliar acesso da carne sul-mato-grossense ao mercado asiático
A Rota Bioceânica continua sendo acompanhada de perto pelo setor pecuário de Mato Grosso do Sul devido ao potencial de transformar a logística das exportações. O corredor que ligará o Brasil aos portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina, é apontado como uma alternativa estratégica para reduzir custos de frete, diminuir o tempo de transporte e ampliar a competitividade da produção estadual nos mercados internacionais.
Com a conclusão da ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, a expectativa é que a nova rota facilite o escoamento de produtos como carne bovina, grãos e celulose. Estudos e projeções apresentados pelo governo estadual indicam que a ligação com os portos do Pacífico poderá encurtar significativamente a distância até países asiáticos, permitindo que as cargas cheguem mais rapidamente a destinos como a China e outros mercados da Ásia.
O tema tem sido debatido pelo setor produtivo e pelo governo estadual em eventos ligados ao agronegócio. Durante o Fórum Internacional da Agropecuária (FIAP), representantes da Semadesc destacaram que a Rota Bioceânica poderá ampliar a competitividade das exportações sul-mato-grossenses, atraindo investimentos e fortalecendo toda a cadeia produtiva ligada à pecuária. A avaliação é de que a redução dos custos logísticos poderá aumentar a rentabilidade dos produtores e frigoríficos que atuam no Estado.
Além dos benefícios econômicos, a Rota Bioceânica consolida Mato Grosso do Sul como um dos principais corredores logísticos da América do Sul. O projeto é visto como uma oportunidade para expandir a presença da carne produzida no Estado em mercados consumidores de grande porte, especialmente na Ásia, ao mesmo tempo em que estimula novos negócios, infraestrutura e desenvolvimento regional ao longo do trajeto.