MS cria cadastro obrigatório para lavoura de mandioca a partir de 2027

Produtores com mais de meio hectare terão que registrar a plantação no sistema MS Agrodata para barrar a vassoura-de-bruxa, praga ainda ausente do estado

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Divulgação/SEMADESC, IAGRO

Mato Grosso do Sul vai exigir, a partir de janeiro de 2027, o cadastro de todas as lavouras de mandioca com mais de meio hectare no Sistema MS Agrodata. A regra está em resolução conjunta assinada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e pelo Instituto de Defesa Agropecuária (Iagro), publicada no Diário Oficial do Estado, e tem um alvo definido: barrar a entrada da vassoura-de-bruxa, doença causada por fungo que já apareceu no Pará em 2024 e nunca foi registrada em solo sul-mato-grossense.

O estado tem hoje cerca de 50 mil hectares plantados com mandioca, voltados à produção de fécula, farinha e ao consumo direto, segundo o secretário executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, Rogério Beretta. É sobre essa base produtiva que o novo controle vai incidir, com o produtor rural ou o responsável técnico da lavoura obrigados a fazer o registro diretamente na plataforma.

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A vassoura-de-bruxa ataca o desenvolvimento da planta, provoca deformações e brotações anormais e derruba a produtividade. Ela se espalha pelo vento, pela água da chuva e, principalmente, pelo transporte irregular de mudas, manivas e hastes contaminadas entre propriedades e regiões, o que torna o rastreamento de lavouras uma ferramenta central de contenção caso a praga chegue ao estado.

Quem precisa se cadastrar e quem fica de fora por enquanto

A obrigatoriedade vale só para quem planta acima de meio hectare. Nas lavouras menores, o cadastro não é exigido agora, mas passa a ser obrigatório automaticamente se a praga for confirmada em algum ponto do estado. "Nesse momento não há a necessidade do produtor cadastrar lavouras dessa dimensão (até meio hectare)", explicou Beretta.

Mesmo os pequenos produtores isentos do cadastro têm um dever que não muda: avisar o Iagro ao menor sinal de suspeita de contaminação. O secretário adjunto da Semadesc, Alex Melotto, trata o cadastro como rotina de defesa sanitária, pensada para agilizar qualquer resposta fitossanitária se a doença surgir. Soja, citros e algodão já seguem lógica parecida dentro do MS Agrodata, sistema que reúne a Semadesc, o Iagro e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para cruzar dados agrícolas, ambientais e sanitários do estado.

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Fontes: SEMADESC; IAGRO