Milho de MS: safra de verão soma 139 mil toneladas, diz IBGE
Levantamento do IBGE confirma produção da safra verão e aponta 12,8 milhões de toneladas na safrinha; saca cai 5,53% no mês em Campinas
Monique van Melick/Pexels
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro de 2026, divulgado pelo IBGE, confirma que a safra de verão do milho em Mato Grosso do Sul fechou em 139.046 toneladas, volume colhido em uma área de 14.806 hectares com rendimento médio de 9.391 quilos por hectare. O número não mudou em relação à estimativa de agosto, segundo o próprio levantamento.
A produção que concentra o grosso do milho sul-mato-grossense é a segunda safra, a chamada safrinha, colhida no mesmo ciclo 2025/26. O IBGE estima 12,825 milhões de toneladas em uma área plantada de 2.250.500 hectares, com rendimento médio de 5.700 quilos por hectare. Assim como na primeira safra, o volume também ficou estável frente ao levantamento anterior, de agosto.
Receba as notícias de MS no WhatsApp
O algodão herbáceo, outra cultura de peso no estado, aparece no mesmo relatório com produção estimada em 165.328 toneladas, colhidas em 30.399 hectares e rendimento médio de 5.531 quilos por hectare, número também repetido desde agosto.
Preço da saca recua em CampinasNo mercado físico, o indicador do Cepea/Esalq para o milho, calculado com base em negócios no Estado de São Paulo e referência em Campinas, fechou em R$ 64,87 por saca de 60 quilos em 27 de outubro de 2026, alta de 0,98% em relação ao pregão anterior. No acumulado do mês, porém, o preço recua 5,53%. No dia anterior, 26 de outubro, a saca havia sido cotada a R$ 64,24.
O indicador não reflete diretamente o preço pago ao produtor em Mato Grosso do Sul, já que é calculado com base em negociações no mercado paulista. Ainda assim, serve de referência para quem acompanha a formação de preço do grão no país, incluindo o comportamento do milho em MS frente às cotações internacionais, tema que já apareceu em levantamentos anteriores sobre o setor.
Adicione o MSConecta como fonte preferida no Google
Mande sua pauta para a redação
Fontes: IBGE; CEPEA/ESALQ