Rebanho suíno bate recorde em MS e três cidades concentram 42% dos animais

Estado chegou a 1,96 milhão de suínos em 2025, alta de 5,8%; Glória de Dourados, Jateí e Dourados somam mais de 826 mil cabeças

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul alcançou em 2025 o maior rebanho da série histórica, chegando a 1.961.957 animais. O número representa crescimento de 5,8% em relação a 2024, quando o Estado contabilizava 1.854.172 suínos. Com o resultado, Mato Grosso do Sul aparece na sexta posição entre os estados brasileiros com os maiores rebanhos suínos, segundo dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo IBGE na quarta-feira (30). 

Apesar de a criação estar presente nos 79 municípios sul-mato-grossenses, grande parte da produção está concentrada em poucos locais. Glória de Dourados, Jateí e Dourados reuniam juntos 826.037 animais, o equivalente a 42,1% de todo o rebanho suíno estadual. Glória de Dourados liderava o ranking, com 347.889 cabeças, seguida por Jateí, com 246.559, e Dourados, com 231.589. 

A concentração fica ainda mais evidente quando considerados os cinco maiores produtores. Com a inclusão de São Gabriel do Oeste, que tinha 178.170 suínos, e Brasilândia, com 142.612, os cinco municípios somavam aproximadamente 1,15 milhão de animais, ou 58,5% do rebanho de Mato Grosso do Sul. Entre os principais polos, todos registraram crescimento em relação a 2024, com destaque para Jateí, que avançou 14,48%, e Dourados, com aumento de 13,77%. 

O levantamento também mostra a importância desses municípios no cenário nacional. Cinco cidades de Mato Grosso do Sul aparecem entre os 50 maiores rebanhos suínos municipais do Brasil: Glória de Dourados ocupa a 8ª posição, Jateí a 15ª, Dourados a 19ª, São Gabriel do Oeste a 31ª e Brasilândia a 42ª. Quando consideradas apenas as matrizes destinadas à reprodução, Jateí lidera no Estado, com 30.921 animais, diante de um total estadual de 216.194 matrizes. 

Os números reforçam a expansão da suinocultura sul-mato-grossense, mas o IBGE ressalta que a pesquisa retrata o estoque de animais existente em 31 de dezembro de 2025. Portanto, o total de 1,96 milhão de cabeças não corresponde ao número de suínos abatidos durante o ano nem ao volume de carne produzido. Os resultados divulgados são preliminares e ainda podem passar por revisão pelo instituto.