A pecuária brasileira movimentou R$ 141,2 bilhões em 2025 e alcançou recordes na produção de leite, ovos, mel, peixes e camarão, mesmo com a redução do rebanho bovino nacional para 234,3 milhões de cabeças. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE, e ajudam a dimensionar a força do setor quando comparados aos 213,4 milhões de habitantes do Brasil. Isso significa que o país possui mais bovinos do que pessoas, com cerca de 1,1 cabeça de gado para cada brasileiro.
Os números impressionam também em outros segmentos. Em 2025, o Brasil produziu 36,7 bilhões de litros de leite, volume equivalente a aproximadamente 172 litros por habitante ao ano. A produção de ovos atingiu o recorde de 5,7 bilhões de dúzias, o que representa cerca de 320 ovos por brasileiro. Já a piscicultura alcançou 783 mil toneladas de peixes e a carcinicultura registrou 172,4 mil toneladas de camarão, ambos em níveis históricos.
Em Mato Grosso do Sul, a relevância da atividade é ainda mais evidente. O Estado abriga alguns dos maiores polos pecuários do país e mantém o município de Corumbá entre os maiores rebanhos bovinos do Brasil, com cerca de 2,2 milhões de cabeças, ficando atrás apenas de São Félix do Xingu (PA). A posição reforça o papel estratégico sul-mato-grossense na produção de carne bovina e no abastecimento dos mercados interno e externo.
Além da bovinocultura, Mato Grosso do Sul avança em cadeias como leite, avicultura e piscicultura, acompanhando uma tendência nacional de diversificação da produção animal. Os resultados mostram que a pecuária segue como uma das principais engrenagens do agronegócio brasileiro e uma atividade fundamental para a economia sul-mato-grossense, gerando renda, empregos e oportunidades em diferentes regiões do Estado.