Mato Grosso do Sul vive uma nova fase no setor de biocombustíveis. Embora o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar continue liderando a produção estadual em volume, o etanol de milho é atualmente o segmento que mais cresce e concentra os maiores investimentos da indústria de bioenergia.
O avanço é impulsionado pela forte produção agrícola do Estado e pela instalação de novas usinas. Em apenas quatro safras, Mato Grosso do Sul passou de nenhuma unidade de etanol de milho em operação para três plantas em funcionamento e uma quarta em implantação, criando um novo mercado para os produtores e fortalecendo a industrialização do agronegócio.
Os números confirmam essa expansão. Na safra 2025/2026, o Estado produziu 2,128 bilhões de litros de etanol de milho, volume que representa 20,92% da produção nacional. O resultado coloca Mato Grosso do Sul como o segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso, com crescimento de 33,9% em relação à safra anterior.
Além da produção de combustível, o setor gera coprodutos de alto valor agregado, como o DDG, utilizado na alimentação animal, ampliando a integração entre agricultura, pecuária e indústria. O movimento também impulsiona a geração de empregos, o fortalecimento da logística e a atração de novos empreendimentos para o interior do Estado.
Com abundância de matéria-prima, infraestrutura em expansão e novos projetos industriais em desenvolvimento, especialistas apontam que o etanol de milho deverá liderar a próxima etapa de crescimento da bioenergia sul-mato-grossense. Enquanto a cana mantém sua relevância histórica, o milho surge como a principal fronteira de expansão industrial e energética de Mato Grosso do Sul para a próxima década.