MS domina ranking nacional e tem as sete maiores áreas de florestas plantadas do Brasil
Ribas do Rio Pardo lidera com 537 mil hectares, enquanto Três Lagoas, Água Clara, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Inocência completam a lista
Mato Grosso do Sul consolidou sua posição como uma das maiores potências da silvicultura brasileira ao colocar sete municípios nas sete primeiras posições do ranking nacional de área de florestas plantadas. A liderança é de Ribas do Rio Pardo, que encerrou 2025 com 537.011 hectares, expansão de aproximadamente 40,7% em apenas um ano. Na sequência aparecem Três Lagoas, Água Clara, Brasilândia, Santa Rita do Pardo, Selvíria e Inocência, formando um corredor florestal que reforça o protagonismo do Estado na indústria de papel e celulose. Os dados são da Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS) 2025, do IBGE.
O tamanho desse domínio aparece nos números municipais. Três Lagoas possui 348.117 hectares de florestas plantadas; Água Clara, 186.680 hectares; Brasilândia, 158.631; Santa Rita do Pardo, 119.289; Selvíria, 108.654; e Inocência, 107.169 hectares. Juntos com Ribas do Rio Pardo, esses municípios transformaram principalmente a região leste de Mato Grosso do Sul em uma das maiores concentrações de florestas comerciais do país.
No conjunto estadual, Mato Grosso do Sul chegou a aproximadamente 1,9 milhão de hectares destinados à silvicultura em 2025, crescimento de 30,3% em relação ao ano anterior. O Estado possui a segunda maior área brasileira de florestas plantadas, atrás apenas de Minas Gerais, e 99,7% da área sul-mato-grossense é ocupada por eucalipto. O avanço foi muito superior ao crescimento nacional de 4,8% registrado no mesmo período, mostrando a velocidade da expansão da base florestal de MS.
A liderança em território plantado também se transforma em riqueza. Três Lagoas terminou 2025 na primeira posição nacional em valor da produção da silvicultura, com cerca de R$ 1,83 bilhão, enquanto Ribas do Rio Pardo ficou em segundo lugar, com aproximadamente R$ 1 bilhão. Em Ribas, somente a madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose respondeu por R$ 903,7 milhões e alcançou produção de 4,9 milhões de metros cúbicos. Brasilândia também se destacou, ocupando a quarta colocação nacional em valor da produção, com R$ 591,1 milhões.
Os resultados ajudam a dimensionar a força do chamado Vale da Celulose e a transformação econômica em curso no Estado. Mato Grosso do Sul produziu cerca de 30 milhões de metros cúbicos de madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose em 2025, liderando o país nesse segmento segundo os dados divulgados, enquanto a expansão das áreas plantadas acompanha os investimentos industriais e logísticos. Com Ribas do Rio Pardo na liderança em extensão, Três Lagoas no topo em valor da produção e outras cinco cidades entre as maiores áreas florestais brasileiras, Mato Grosso do Sul passa a ocupar um espaço cada vez mais estratégico na cadeia nacional da celulose.