MEC libera 50 vagas de Medicina por ano na UFMS de Coxim
Parecer técnico sai após vistoria de julho e abre caminho para o 1º vestibular de Medicina da história da cidade
Divulgação/PREFEITURA MUNICIPAL DE COXIM
A Comissão de Acompanhamento e Monitoramento de Escolas Médicas (CAMEM), ligada ao Ministério da Educação, aprovou a abertura de 50 vagas anuais para o curso de Medicina no campus da UFMS em Coxim. O parecer sai depois de uma vistoria técnica feita em julho de 2026, quando peritos federais passaram o dia checando salas de aula, laboratórios, clínica escola e a rede de saúde que vai receber os futuros estudantes em estágio.
A aprovação fecha um ciclo que começou em 2021, quando a Prefeitura de Coxim, a direção do campus e parlamentares da região passaram a cobrar do governo federal os requisitos estruturais e sanitários para viabilizar o curso. A comissão de avaliação foi formada por Gabriela Rocha, secretária de comissão do MEC, Cristiano Costa, pró-reitor de Graduação da UFMS, e Dione Maciel, da própria CAMEM, recebidos pela diretora do campus, professora Silvana Zanchett, e pelo prefeito Edilson Magro.
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O que os peritos vistoriaram em CoximPela manhã, a equipe percorreu as instalações já usadas pelo curso de Enfermagem, incluindo laboratórios e salas que vão abrigar as primeiras turmas de Medicina, e visitou a Clínica Escola montada no prédio do antigo posto Marechal Rondon, reformado pela Prefeitura para funcionar como centro de ensino e atendimento.
À tarde, o roteiro passou pela estrutura que vai receber os alunos em estágio prático desde o início do curso: Unidades Básicas de Saúde, a Policlínica Lourdes Fontoura, o Centro de Atenção Psicossocial e o Hospital Regional Dr. Álvaro Fontoura Silva, unidade de média complexidade que deve ampliar leitos e buscar o credenciamento como hospital de ensino.
Quem puxou a articulação políticaO processo teve a atuação direta do ex-reitor Marcelo Turine e da atual reitora Camila Ítavo, somada a gestões em Campo Grande e Brasília feitas pelo deputado estadual Junior Mochi e pelo deputado federal Vander Loubet, que reforçaram o pedido em audiências diretas com o MEC. O prefeito Edilson Magro também mobilizou vereadores, deputados, senadores e prefeitos de cidades vizinhas ao longo dos últimos cinco anos.
Com o parecer favorável, a cidade deve organizar nos próximos meses a contratação de professores (a proporção prevista é de um docente por vaga de calouro) e a ampliação do quadro técnico-administrativo, antes de lançar o primeiro vestibular de Medicina da história de Coxim.
Impacto para o norte de Mato Grosso do SulO curso deve atender diretamente moradores de oito cidades da região, população que soma mais de 130 mil habitantes: Coxim, Alcinópolis, Figueirão, Pedro Gomes, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste e Sonora. A prioridade de formação será voltada à atenção básica pelo SUS, com foco em doenças crônicas, cardiovasculares, neoplasias e atendimento de traumas, área historicamente carente de médicos fixos no norte do estado.
A grade vai seguir o modelo dos campi da UFMS em Campo Grande e Três Lagoas, ambos com conceito 5 no Enade, nota máxima do indicador do MEC para cursos de graduação. Quem quiser detalhes do processo pode acompanhar pelo canal oficial da Prefeitura sobre o curso de Medicina em Coxim. Quem busca outras oportunidades na área de ensino superior em MS pode conferir o primeiro doutorado em Direito aberto pela UFMS e o concurso para professores da UFMS com vagas em Chapadão do Sul.
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Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE COXIM; UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL