Festival Sons da Reme leva 2ª edição ao Teatro Aracy Balabanian

Alunos de escolas municipais de Campo Grande apresentaram flauta, coral e regência de orquestra em evento sem caráter competitivo

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Festival Sons da Reme leva 2ª edição ao Teatro Aracy Balabanian
Reprodução/cdn.campogrande.ms.gov.br (imagem ilustrativa)

O Teatro Aracy Balabanian, em Campo Grande, recebeu na noite desta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, a segunda edição do Festival Sons da Reme, reunindo estudantes da Rede Municipal de Ensino em apresentações de flauta, instrumentos de corda, coral e regência de orquestra. O evento é a vitrine anual dos projetos de Arte e Cultura mantidos pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) dentro das escolas da capital.

Diferente de uma disputa por prêmios, o festival foi pensado para mostrar o processo, não o resultado. A organização ficou a cargo da Divisão de Esporte, Arte e Cultura (DEAC), que ao longo do ano acompanha o ensino musical nas unidades escolares e usa a apresentação pública como ponto de encontro entre alunos, professores e famílias.

Tempo integral abre espaço para a música na rotina escolar

Uma das escolas presentes no palco foi a Consulesa Margarida Maksoud Trad, que incorporou as práticas de criação artística depois de adotar o modelo de tempo integral. Para a diretora-adjunta Silvia Alessandra Soares Martins, a mudança de formato transformou o comportamento dos estudantes dentro da escola. "Os alunos mudaram bastante o comportamento, participam muito. É um orgulho muito grande ver a nossa escola e as famílias prestigiando e incentivando os filhos a participarem dos eventos do DEAC em relação à música", disse a diretora-adjunta.

O relato aponta para um efeito que vai além do palco: a atividade musical aparece como ferramenta de engajamento familiar, algo que a rede tem buscado ampliar junto às escolas que migraram para a jornada integral.

Nervosismo e superação marcam a estreia dos estudantes

Para os alunos, subir ao palco de um teatro profissional impôs um desafio que pouco tem a ver com técnica musical. A estudante do 9º ano, Carla Safira Lima Mendes, descreveu a tensão que sentiu nas horas anteriores à apresentação. "Eu fiquei muito nervosa, deu vontade de sair de cena. Ontem eu passei mal mesmo. Quando cheguei aqui ainda estava nervosa", contou.

O colega Miguel Sebastian Costa Ferreira resumiu o aprendizado por trás da experiência: "Mesmo tendo nervosismo, a gente tem que ser confiante para conseguir", afirmou. A programação também contou com a participação do saxofonista e flautista Ricardo Lauro Pereira, integrante da Banda Municipal e profissional atuante em Campo Grande desde 1999, responsável por abrir as apresentações da noite.

Fontes: SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE CAMPO GRANDE; CGNOTÍCIAS


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