Em Bonito, casal vira referência em pitaya após apoio do Senar/MS

Adão e Creuza trocaram a plantação de alface por pomar de pitaya e hoje vendem polpas e frutas para toda a região turística de Bonito

Por
Kawê Rodrigues/Pexels
Kawê Rodrigues/Pexels

Uma viagem em família mudou o rumo de uma propriedade rural na região de Bonito. Foi ali que Creuza experimentou pela primeira vez uma pitaya vendida em uma barraca de rua e decidiu levar mudas para a Chácara Nossa Senhora Aparecida, onde ela e o marido, Adão, cultivavam havia anos alface, frutas e hortaliças.

A lavoura de alface, que sustentava a família havia décadas, vinha enfrentando prejuízos seguidos. O casal decidiu apostar numa fruta que nenhum dos dois conhecia direito, sem saber ao certo como plantar, podar ou irrigar o pomar. As primeiras tentativas foram de tentativa e erro, regando pé por pé com regador manual.

Leia também

"Era uma por uma no regador e eu até pensei em desistir uma época, mas falei: não, não vou desistir. Foi muito difícil no começo", lembra Adão.

Técnica agrícola destravou a produção

A virada veio quando Adão notou o carro de um técnico estacionado em um sítio vizinho e foi atrás de informação. Era a equipe da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Horticultura do Senar/MS, que passou a visitar a propriedade e redesenhar a estrutura de cultivo.

Os postes de madeira que sustentavam as plantas, e que caíam com frequência, foram trocados por postes de cimento. O sistema de irrigação manual deu lugar ao gotejamento, e a adubação passou a seguir um planejamento técnico, do plantio até a colheita.

"Nós estávamos bem perdidos sem orientação e aí veio o Senar/MS pra cá e ajudou a gente a se movimentar para melhor", resume Adão.

A técnica de campo responsável pelo atendimento, Luana Arruda, diz que o trabalho envolveu ajustes finos de manejo. "O seu Adão é uma pessoa muito receptiva e a gente foi estudando as técnicas de adubações, irrigações e o tipo de poda", afirma.

De olhar desconfiado à procura de outros produtores

A filha do casal, Adriane de Lima, admite que via a aposta na pitaya com desconfiança no início. "No começo eu achei loucura e pensava: quem vai querer comprar essa fruta? É muito cara", conta. Aos poucos, os vídeos que o pai mandava no grupo de família mostrando o carrinho cheio de frutas foram mudando essa visão.

Com a produção estabilizada, a propriedade passou a receber visitas de outros trabalhadores rurais da região e já promoveu um dia de campo aberto ao público de Bonito. A outra filha, Tatiane de Lima, destaca que o aprendizado foi além da pitaya: a assistência técnica também ensinou métodos mais eficientes de polinização em outras frutas do sítio, dispensando a polinização manual que a família fazia antes.

Hoje Creuza cuida da parte de embalagem e venda das polpas direto na chácara. "Eu fico muito feliz, embalo tudo para guardar e o pessoal vem aqui pegar as polpas", diz.

Mais notícias de Bonito

Adicione o MSConecta como fonte preferida no Google

Fontes: SENAR-MS


Notícias Relacionadas »