Corumbá apresenta plano de arborização e abre consulta à população

Documento da FMAP define espécies e regras de poda na cidade; versão preliminar ainda pode receber sugestões dos moradores

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Divulgação/Fundação de Meio Ambiente do Pantanal
Divulgação/Fundação de Meio Ambiente do Pantanal

A Fundação de Meio Ambiente do Pantanal apresentou nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, a primeira versão do Plano Municipal de Arborização Urbana de Corumbá. A audiência pública aconteceu no Centro de Convenções Miguel Gómez e reuniu moradores interessados em discutir regras para plantio, poda e manutenção de árvores nas ruas e praças da cidade.

O documento não nasce isolado. Corumbá já integra os programas federais Cidades Verdes e Resilientes e Adapta Cidades, ao qual o município aderiu para estruturar sua resposta às mudanças climáticas, e participou do edital Arboriza Cidades. A Embrapa colaborou na parte técnica, voltada ao enfrentamento do calor extremo que marca boa parte do ano na região pantaneira.

Clima de Corumbá exige planejamento técnico para cada árvore

A diretora-presidente da fundação, Cristina de Arruda Ferreira Fleming, afirmou que o calendário do plano foi pensado para incorporar a voz de quem vive na cidade antes de qualquer decisão final. "Esta audiência pública é de suma importância para que a gente possa escutar a população, os seus anseios, tirar dúvidas e para que o plano possa refletir a realidade do que se vive na nossa cidade", disse.

O plano detalha critérios técnicos para escolher espécies conforme o espaço disponível, evitar conflitos com fiação e calçadas, e garantir que cada árvore tenha condições reais de crescer. A proposta also trata da substituição de exemplares comprometidos e da preservação de árvores com valor ambiental ou paisagístico reconhecido pelo município.

Empresa responsável pelo projeto defende árvore como infraestrutura, não paisagismo

Charles Coelho, diretor técnico da empresa Arboran, contratada para elaborar o plano, resumiu a lógica por trás do documento comparando a arborização a outros serviços urbanos. "A árvore não é só um componente paisagístico de uma cidade, mas sim um elemento de planejamento e infraestrutura verde. Assim como o poste tem a função de iluminação e a lixeira tem a função de coletar o lixo na cidade, a árvore tem o seu papel fundamental", afirmou.

Segundo o plano, cobertura arbórea bem distribuída reduz temperatura, barra parte do vento, melhora a infiltração de água no solo e cria abrigo para a fauna urbana. Coelho reforçou que a etapa atual ainda é de escuta: "O plano é participativo. O que temos aqui hoje, o que está sendo apresentado, é uma versão preliminar, não é a versão final. Então, o momento de fazer contribuições e tirar dúvidas é exatamente agora", disse.

A fundação não divulgou prazo final para consolidação do documento, mas a expectativa é de que novas contribuições populares sejam incorporadas antes do fechamento da versão definitiva. Mais notícias sobre Corumbá e os próximos passos da discussão devem ser tratados em futuras etapas de participação social.

Fontes: FUNDAÇÃO DE MEIO AMBIENTE DO PANTANAL; PREFEITURA DE CORUMBÁ


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