O produtor de algodão de Mato Grosso do Sul viu o dólar comercial cair de R$ 5,5007 para R$ 5,3346 entre 26 e 27 de outubro de 2026, uma queda de 3,0% em um único dia, segundo a série histórica do Banco Central. O movimento cambial pesa direto no bolso de quem negocia a pluma destinada à exportação, já que a cotação da moeda americana entra na conta de quanto o algodão sul-mato-grossense vale lá fora.
A fibra que sustenta esse cálculo já está no celeiro. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE, divulgado em setembro de 2026, estima a produção de algodão herbáceo colhida na safra 2025/26 em 165.328 toneladas em Mato Grosso do Sul, número que não mudou em relação à estimativa de agosto do mesmo ano. A área plantada soma 30.399 hectares, com rendimento médio de 5.531 quilos por hectare, um dos indicadores de produtividade mais altos entre as lavouras de algodão acompanhadas pelo instituto.
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Com a lavoura já colhida e estocada, o que resta em jogo para o produtor é o ritmo das vendas e o câmbio do dia em que a negociação é fechada. A oscilação de um dia para o outro mostra como a paridade de exportação do algodão pode mudar sem que uma única saca a mais seja colhida, só pelo movimento do dólar no mercado financeiro.
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Fontes: IBGE; BANCO CENTRAL