Corumbá pode bater 40°C enquanto sul de MS leva até 150 mm de chuva
Previsão aponta contraste no estado: calor extremo no Pantanal e temporais que ameaçam atrasar colheita de soja no sul sul-mato-grossense
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Mato Grosso do Sul vai viver duas realidades opostas de clima nos próximos dias. Enquanto Corumbá pode registrar temperaturas próximas dos 40°C, o sul do estado se prepara para acumulados de chuva entre 100 e 150 milímetros, volume que já preocupa produtores rurais pelo risco de atraso nas atividades de campo, segundo levantamento divulgado pelo Canal Rural.
O contraste tem explicação na dinâmica atmosférica que atua sobre o Centro-Sul do país nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026. Uma área de baixa pressão sobre o Paraguai mantém o tempo instável sobre o oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, sul de Rondônia e sul de Goiás, com rajadas de vento que podem ser intensas, mesmo sem chuva generalizada em todo o Brasil Central.
Sul do estado concentra os maiores volumesA faixa que vai de Santa Catarina e Paraná até o sul de Mato Grosso do Sul é apontada como a região de maior concentração de umidade do país nos próximos cinco dias. Os acumulados podem chegar à casa dos 150 milímetros, elevando o risco de alagamentos e, em casos mais críticos, de transbordamento de rios em áreas próximas a cursos d'água.
O período de maior atenção se estende entre os dias 12 e 16 de outubro, quando a chuva deve persistir com frequência em Santa Catarina, Paraná e no sul sul-mato-grossense. Para quem trabalha no campo, a sequência de dias chuvosos tende a dificultar o trânsito de máquinas agrícolas e atrasar etapas da colheita, especialmente em lavouras de soja que dependem de janelas secas para a operação.
Pantanal sul-mato-grossense encara calor acima dos 39°CEnquanto a metade sul do estado lida com excesso de chuva, o extremo oeste sul-mato-grossense caminha na direção oposta. Corumbá, no Pantanal, deve conviver com temperaturas próximas dos 40°C nos próximos cinco dias, acompanhando um bloco de calor que também atinge áreas de Mato Grosso, norte de Goiás e sul do Tocantins.
A frente fria que atua sobre o Sudeste neste período não tem força suficiente para derrubar as temperaturas em Mato Grosso do Sul de forma generalizada. Não há previsão de avanço de uma massa de ar frio mais intensa sobre a região, o que mantém o calor elevado mesmo em dias de instabilidade atmosférica em outras partes do estado.
A combinação de calor extremo em um lado do estado e chuva volumosa no outro reforça a necessidade de monitoramento constante por parte de quem trabalha com manejo de lavouras e de pastagens em Mato Grosso do Sul, já que as condições podem mudar rapidamente conforme a semana avança rumo à segunda quinzena de outubro.