Corumbá: migrantes venezuelanos lotam abrigos e já são 80% do público

Boletim da Prefeitura de Corumbá mostra salto nos atendimentos a migrantes em agosto; venezuelanos e colombianos concentram a maior procura

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Reprodução/corumba.ms.gov.br (imagem ilustrativa)
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A rede de acolhimento a migrantes de Corumbá registrou um salto nos atendimentos em agosto de 2026 na comparação com julho, segundo boletim bimestral divulgado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SMASC). Na Casa do Migrante, os atendimentos passaram de 113 para 162 em um mês, alta de 43,4%. Na Casa de Passagem, o crescimento foi ainda maior: de 47 para 76 registros, salto de 61,7%. O Centro Pop, que atende pessoas em situação de rua e vulnerabilidade, teve aumento de 19,6%, saindo de 112 para 134 pessoas atendidas.

O levantamento, feito pela Vigilância Socioassistencial do município, mostra que o fluxo migratório que chega à fronteira com a Bolívia continua pressionando a estrutura de acolhimento da cidade. No bimestre completo, a Casa do Migrante somou 275 atendimentos, a Casa de Passagem chegou a 123 e o Centro Pop atendeu 2.440 pessoas em situação de vulnerabilidade.

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Venezuelanos lideram a procura por abrigo

Entre quem busca a Casa do Migrante, venezuelanos e colombianos somam 80% dos atendimentos do bimestre: foram 160 registros de pessoas da Venezuela e 60 da Colômbia, num total de 220 atendimentos identificados por nacionalidade. Na Casa de Passagem, o padrão se repete: 32 registros de venezuelanos e 16 de colombianos representam 84,2% dos 57 casos com nacionalidade informada.

O perfil predominante nos dois serviços é de homens adultos entre 18 e 59 anos: 44% do público da Casa do Migrante e quase 66% da Casa de Passagem. Mas o dado que mais chama atenção da gestão municipal é a presença infantil: crianças e adolescentes de até 17 anos somaram 86 registros na Casa do Migrante, quase um terço de todo o atendimento do serviço.

Prefeitura usa dados para planejar equipes

"O aumento dos atendimentos em agosto exige atenção às demandas que chegam aos nossos serviços. Esses dados nos ajudam a planejar o trabalho das equipes e a articulação da rede, para que as pessoas encontrem acolhimento, orientação e acesso a direitos", afirma o secretário municipal de Assistência Social e Cidadania, Alexandre Ramos Ohara.

A SMASC esclarece que os números somam registros mensais de atendimento, não pessoas únicas: uma mesma pessoa pode ter procurado o serviço mais de uma vez no período e ser contabilizada repetidamente. Ainda assim, a curva de crescimento consecutivo em três serviços distintos reforça a necessidade de monitoramento contínuo numa cidade que, por ficar na linha de fronteira com a Bolívia, segue como porta de entrada de fluxo migratório para o Centro-Oeste brasileiro.

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Fontes: PREFEITURA MUNICIPAL DE CORUMBÁ; SECRETARIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA DE CORUMBÁ


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