Corumbá, a cidade que se vende ao mundo como a porta de entrada do Pantanal, fechou setembro de 2026 com 80,10% de cobertura de esgotamento sanitário, segundo levantamento da Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul). Em Porto Murtinho, às margens do Rio Paraguai, o índice já passa de 92,35%, patamar que a empresa considera próximo da universalização do serviço.
Os números fazem parte da expansão da rede de coleta e tratamento de esgoto que a Sanesul toca por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada) com a Ambiental MS Pantanal nos municípios da região. O avanço não é só estatística de relatório: menos esgoto bruto despejado nos rios da Bacia do Alto Paraguai significa água mais limpa justamente onde pesca e turismo dependem da qualidade ambiental para sobreviver.
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A conta é direta para quem vive do bioma. Rios poluídos afastam turista, prejudicam a pesca esportiva e aumentam o risco de doenças ligadas à falta de saneamento, tanto para moradores quanto para visitantes que chegam a Corumbá e região em busca de passeios e safáris fotográficos. Cidades que crescem perto da água, como as do entorno do Rio Paraguai, sentem esse impacto com mais intensidade, segundo a Sanesul.
A companhia aponta que o crescimento urbano e o próprio aumento do fluxo turístico pressionam a necessidade de mais investimento em redes coletoras e estações de tratamento. É um ciclo: quanto mais gente visita o Pantanal atraída pela natureza preservada, mais a infraestrutura de saneamento precisa acompanhar para que essa natureza continue de pé.
O governo de Eduardo Riedel definiu como objetivo tornar Mato Grosso do Sul o primeiro estado brasileiro a universalizar o esgotamento sanitário, adiantando a meta de 2033 prevista no Novo Marco Legal do Saneamento. Hoje, a cobertura média nos 68 municípios operados pela Sanesul está em 81,12%, patamar que já supera a média nacional do setor.
Os dados de Corumbá e Porto Murtinho mostram que a corrida pela universalização chegou também às cidades mais isoladas do Estado, distantes dos grandes centros urbanos mas estratégicas para a imagem internacional de Mato Grosso do Sul como destino de ecoturismo.
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Fontes: SANESUL; GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL