Campo Grande sedia seminário sobre poda de árvores e fiação em 27/11

Agems e Energisa reúnem Aneel, MPF e prefeituras no Bioparque Pantanal para discutir arborização, rede elétrica e cidades mais resistentes ao clima

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Timothy Huliselan/Pexels
Timothy Huliselan/Pexels

A Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul) promove no dia 27 de novembro, no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, um seminário para discutir como as cidades sul-mato-grossenses podem se preparar melhor contra tempestades, ventos fortes, alagamentos e ondas de calor sem comprometer o fornecimento de energia e as telecomunicações.

O evento, batizado de Seminário Manejo & Plantio Sustentável & Limpa Fios, é organizado em parceria com a concessionária Energisa e junta num mesmo painel a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Ministério Público Federal, a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) e representantes de prefeituras do Estado. A proposta nasce de um problema concreto: fiação aérea disputando espaço com a copa das árvores nas ruas das cidades, risco que cresce quando chuva forte ou vento derruba galhos sobre a rede elétrica.

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Para o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, o encontro serve para alinhar o que cada setor já aprendeu sozinho. "Preparar as cidades para os desafios climáticos é também cuidar da segurança das pessoas e da continuidade dos serviços essenciais. A regulação tem um papel importante na articulação entre os diferentes setores, para que o planejamento e a prevenção se traduzam em soluções concretas para a população", afirma Assis.

Dois painéis, um problema comum: postes, fios e árvores dividindo a mesma rua

A programação foi dividida em dois blocos. O primeiro, Infraestrutura Compartilhada e Segurança das Redes, trata do compartilhamento de postes entre energia e telecomunicações e das ocupações irregulares que tornam a fiação urbana mais vulnerável. Participam a diretora da Aneel Agnes Maria da Costa, o procurador do Ministério Público Federal Pedro Paulo Grubits, representantes da Abradee e da prefeitura de Campo Grande, com mediação do diretor de Gás, Energia e Mineração da Agems, Matias Gonsales Soares.

Soares defende que os três setores parem de tratar o problema de forma isolada. "Os desafios envolvendo redes elétricas, telecomunicações e arborização não podem ser tratados de forma isolada. Precisamos aproximar os órgãos reguladores, as concessionárias e os municípios para compartilhar experiências, aperfeiçoar procedimentos e construir alternativas que aumentem a segurança e a confiabilidade dos serviços", diz o diretor.

O segundo painel, Cidades Resilientes: Eventos Climáticos, Infraestrutura Urbana e Segurança Energética, entra direto no efeito do clima sobre a rede elétrica e na adaptação que municípios de MS já tentam fazer. Debatem o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado, Artur Falcete; o secretário de Meio Ambiente de Bonito, Thyago Sabino; Alexandre Jung, da agência reguladora do Rio Grande do Sul; e um representante da Energisa, com mediação de Jaqueline Godoy, gerente de Fiscalização da Distribuição na Aneel. Também confirmou presença o presidente da Associação das Agências Reguladoras (ABAR), Vinicius Benevides.

Agems já tem dois programas rodando sobre o tema

O seminário não nasce do zero. A Agems mantém os projetos Plantio Adequado & Poda Responsável e Limpa-Fios, voltados a organizar a convivência entre árvores, rede elétrica e cabos de telecomunicação nas cidades do Estado. O encontro de novembro funciona como uma prestação de contas desses programas e uma tentativa de puxar prefeituras que ainda não têm protocolo definido para poda e manejo urbano.

A pauta ganha peso com o histórico recente de eventos climáticos extremos associados ao El Niño, que altera padrões de chuva e temperatura e testa a resistência de redes elétricas já antigas em várias cidades sul-mato-grossenses, caso de Corumbá, que recentemente aderiu a um programa federal para criar seu próprio plano de adaptação às mudanças climáticas. A infraestrutura de asfalto e energia também aparece como alvo de investimento recente do Estado, como mostrou o programa MS Ativo, que liberou R$ 52 milhões em asfalto para cinco cidades.

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Fontes: AGEMS (AGÊNCIA ESTADUAL DE REGULAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS DE MATO GROSSO DO SUL)


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