O mercado formal de Campo Grande fechou agosto de 2026 com saldo positivo de 435 empregos, resultado de 12.035 admissões contra 11.600 desligamentos registrados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O número marca uma virada em relação a julho, quando a Capital havia perdido 140 postos de trabalho com carteira assinada.
A leitura do Observatório do Mercado de Trabalho da Prefeitura de Campo Grande aponta recuperação real na comparação mês a mês. Passar de um saldo negativo para um saldo positivo de centenas de vagas em um único ciclo não é movimento trivial no mercado formal, e a diferença entre os dois meses chega a 575 postos de trabalho.
O setor de Serviços concentrou praticamente todo o resultado positivo da Capital, com 509 vagas de saldo entre contratações e demissões. Comércio e Agropecuária tiveram desempenho tímido, mas ainda positivo: 22 e 11 postos, respectivamente.
"O resultado representa uma mudança em relação ao extrato anterior, quando o mercado formal havia registrado saldo negativo de 140 vagas. Dessa forma, agosto apresenta uma melhora de 575 postos na comparação com o último mês", afirmou João Henrique Lima Bezerra, diretor-presidente da Fundação Social do Trabalho (Funsat).
Nem todos os setores acompanharam o embalo. A Indústria fechou 43 postos de trabalho a menos em agosto na Capital, e a Construção Civil teve o pior desempenho entre os segmentos analisados, com corte líquido de 64 vagas. São dois setores historicamente sensíveis a juros altos e ao ritmo de obras públicas e privadas na cidade.
O movimento de Campo Grande também aparece dentro de um cenário nacional mais aquecido: o Brasil gerou 165.827 empregos formais em agosto, alta de 183,1% frente a julho, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. A Funsat mantém atualização diária de vagas e dados do Caged em suas redes sociais.
Fontes: PREFEITURA DE CAMPO GRANDE; FUNDAÇÃO SOCIAL DO TRABALHO (FUNSAT); MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO