Pouco lembrado nas campanhas, vice-governador pode vir a se tornar chefe do Executivo estadual

O ocupante do cargo pode assumir a administração estadual em situações de impedimento, afastamento, renúncia ou vacância do governador.

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Nas eleições de 2026, Mato Grosso do Sul terá oito candidatos a vice-governador integrando as chapas que disputam o comando do Executivo estadual. Apesar de receber menos atenção durante a campanha, o cargo tem papel estratégico na estrutura política e administrativa do Estado.

Pela legislação brasileira, o vice-governador é o substituto imediato do governador, assumindo a chefia do Executivo em ausências temporárias, viagens oficiais, licenças médicas ou em situações mais definitivas, como renúncia, cassação ou falecimento do titular.

Exemplos históricos mostram importância do cargo

A história política brasileira demonstra que vice-presidentes e vice-governadores frequentemente acabam assumindo funções de grande relevância. Em diversos estados e até mesmo na Presidência da República, substituições alteraram rumos administrativos e políticos.

Em Mato Grosso do Sul, o atual vice-governador, Barbosinha, participa diretamente da gestão estadual e integra a chapa de reeleição do governador Eduardo Riedel. 

Especialistas observam que, ao votar para governador, o eleitor também está escolhendo quem poderá comandar o Estado caso haja necessidade de sucessão durante os próximos quatro anos.

Quem são os candidatos a vice-governador em MS

As chapas registradas para a disputa estadual apresentam os seguintes candidatos a vice-governador:

Barbosinha (Republicanos), vice de Eduardo Riedel (PP).  Dona Gilda (PT), vice de Fábio Trad (PT).  Mariliana Santos (Solidariedade), vice de Delcídio do Amaral (PRD).  Prof. Enfermeira Kaelly (PSOL), vice de Lucien Rezende (PSOL).  Antônio João Jacinto (Novo), vice de João Henrique Catan (Novo).  Valdenir Duarte (Agir), vice de Jeferson Bezerra (Agir).  Silvia Benites (PCO), vice de Daniel Lemes (PCO). 
Roberto Patzlaff (DC), vice de Renato Gomes (DC). 

Mais que um substituto

Além da função constitucional de sucessão, os vice-governadores exercem papel relevante na articulação política dos governos. Muitos coordenam projetos estratégicos, representam o Estado em eventos oficiais e atuam como ponte entre o Executivo, o Legislativo e diferentes setores da sociedade.

Em algumas administrações, o vice também assume secretarias, grupos de trabalho e programas especiais considerados prioritários para o governo.

Escolha deve ser observada pelo eleitor

Analistas políticos destacam que a composição das chapas revela alianças partidárias, agrega diferentes perfis regionais e pode influenciar diretamente a governabilidade. Por isso, conhecer o histórico, a formação e as propostas dos candidatos a vice-governador é tão importante quanto avaliar os postulantes ao cargo principal.

Com a campanha eleitoral em andamento, a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul também coloca em evidência nomes que, em caso de eventual substituição do titular, poderão assumir a responsabilidade de administrar um estado com mais de 2 milhões de habitantes e papel crescente na economia nacional.