Fábio Trad visita Santa Casa e promete 4 centros de oncologia no interior de MS
Candidato ao governo de MS pelo PT critica repasses insuficientes à maior hospital do estado e apresenta plano com telemedicina, fila digital no SUS e fixação de especialistas no interior.
Divulgação
O candidato ao governo de Mato Grosso do Sul Fábio Trad (PT) visitou nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026, a direção da Santa Casa de Campo Grande — o maior hospital do estado — e saiu do encontro com um diagnóstico duro: o sistema de saúde de MS ainda empurra para a capital pacientes que deveriam ser atendidos perto de casa, enquanto a instituição enfrenta crises financeiras repetidas por falta de repasse suficiente do município e do governo estadual.
Os diretores apresentaram ao candidato números detalhados sobre o volume de atendimentos da Santa Casa em contraste com o que recebe de financiamento público. O retrato, segundo Trad, resume um problema antigo: a descentralização da saúde prometida há anos em MS nunca se consolidou, e ambulâncias do interior continuam chegando diariamente à capital com pacientes que poderiam ter sido atendidos na cidade de origem.
Subfinanciamento crônico e o fenômeno das ambulâncias lotando Campo Grande"A Santa Casa mantém um alto grau de produtividade, prestada por profissionais sérios e ilibados, mas recebe um montante financeiro insuficiente. O resultado são crises crônicas que nem o município e nem o Estado conseguem resolver", afirmou Trad após a reunião. O candidato atribui parte do problema ao fato de que prefeitura e governo estadual são administrados pelo mesmo grupo político, o que, na sua avaliação, reduz a pressão por solução.
O fenômeno que Trad chamou de "ambulancioterapia" — o hábito de transferir para a capital pacientes que poderiam ser diagnosticados e tratados no interior — é, segundo ele, a prova mais visível de que a regionalização da saúde não saiu do papel. Cada ambulância que percorre centenas de quilômetros até Campo Grande representa um custo para o município de origem, uma vaga ocupada na Santa Casa e, sobretudo, um paciente que esperou mais do que deveria.
Plano de governo: 4 centros oncológicos regionais, fila digital e especialistas no interiorTrad apresentou um conjunto de propostas centradas em descentralizar o atendimento. A mais ambiciosa é a construção de quatro centros oncológicos regionais, um em cada macrorregião do estado, para que pacientes com câncer não precisem se deslocar até Campo Grande para diagnóstico e tratamento. Além disso, o plano prevê programas de incentivo financeiro e estruturação de carreira pública para fixar médicos e enfermeiros em municípios do interior — hoje, a escassez de especialistas fora da capital é um dos motores da superlotação na Santa Casa.
Na área de tecnologia, o candidato defende a expansão da telemedicina para agilizar laudos clínicos e a criação de uma fila digital e auditável no SUS: cada paciente receberia um número de protocolo para acompanhar em tempo real sua posição na fila e o tempo médio de espera, eliminando, segundo ele, o desrespeito à ordem de chamada. Para bancar os investimentos, Trad aponta uma reengenharia financeira focada em combate à corrupção, corte de cargos comissionados e eliminação de privilégios. A saúde, disse o candidato, dividirá com segurança e educação o centro do seu plano de governo.
Fontes: SANTA CASA DE CAMPO GRANDE; O JACARÉ