MS terá 139 mulheres candidatas nas Eleições 2026, mas presença segue baixa nos cargos majoritários

Estado não registra nenhuma candidata ao governo; apenas uma mulher disputa vaga ao Senado e quatro concorrem como vice-governadoras

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Mato Grosso do Sul contará com 139 mulheres candidatas nas Eleições 2026, número que reforça a participação feminina no processo eleitoral, mas ainda evidencia os desafios para ampliar a presença das mulheres nos cargos de maior protagonismo político. 

Apesar de representarem a maioria do eleitorado sul-mato-grossense, as mulheres seguem sub-representadas nas disputas majoritárias. Neste ano, nenhuma mulher concorre ao Governo do Estado, enquanto apenas uma candidata disputa uma das vagas ao Senado Federal. 

Na corrida ao Executivo estadual, a participação feminina ocorre por meio das candidaturas a vice-governadora. Disputam o cargo Dona Gilda, pela chapa Por um MS do Povo; Mariliana Santos, pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade); Professora Enfermeira Kaelly, pela Federação PSOL/Rede; e Silvia Benites, pelo PCO. 

Já na disputa pelo Senado, entre os candidatos registrados, a única mulher é Soraya Thronicke (PSB), que busca a reeleição. 

Maior presença nas chapas proporcionais

É nas eleições proporcionais que a participação feminina ganha mais espaço. Para a Câmara dos Deputados, Mato Grosso do Sul soma 44 candidatas distribuídas entre diferentes partidos. Democracia Cristã (DC) e PSOL aparecem entre as legendas com maior número de mulheres concorrendo. 

Na disputa por vagas na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, são 90 candidatas buscando uma das 24 cadeiras do parlamento estadual. 

Dados da Justiça Eleitoral mostram que as mulheres representam cerca de 52% do eleitorado sul-mato-grossense, mas correspondem a pouco mais de um terço das candidaturas registradas para 2026. 

Representatividade ainda é desafio

A legislação eleitoral determina que partidos e federações reservem pelo menos 30% das candidaturas para cada gênero, medida criada para ampliar a participação feminina na política. Mesmo assim, especialistas e entidades ligadas à representação das mulheres avaliam que a presença feminina ainda avança de forma lenta, principalmente nos cargos majoritários e nos espaços de maior poder de decisão. 

Com a campanha eleitoral em andamento, a expectativa é que o desempenho das candidatas possa contribuir para ampliar a representatividade feminina na política sul-mato-grossense e aproximar a composição dos cargos eletivos da realidade do eleitorado estadual, formado majoritariamente por mulheres. 


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