O Governo de Mato Grosso do Sul decretou situação de emergência por seis meses nos municípios de Coxim, Corumbá e Ladário após o desabamento da ponte sobre o Rio Taquari, na rodovia MS-214. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (2) e ocorre após o acidente que provocou a morte de um motorista na região.
A cidade mais afetada diretamente é Coxim, onde a estrutura desabou. No entanto, Corumbá e Ladário também foram incluídas no decreto por dependerem da ponte como importante ligação terrestre para deslocamentos e atividades econômicas.
A interrupção do tráfego criou dificuldades logísticas em uma área estratégica do Pantanal sul-mato-grossense. Enquanto a travessia não é restabelecida, motoristas precisam utilizar rotas alternativas pelas rodovias MS-423 e BR-163 para acessar determinadas regiões do Estado.
Segundo o decreto, os municípios foram atingidos por desastre classificado como “colapso de edificações e queda de estrutura civil”, permitindo a mobilização de órgãos estaduais coordenados pela Defesa Civil para ações emergenciais, recuperação da infraestrutura e reconstrução da área afetada.
A medida também autoriza a convocação de voluntários, realização de campanhas de arrecadação e adoção de providências imediatas para garantir a segurança da população. Em situações de risco iminente, agentes da Defesa Civil poderão determinar evacuações e executar ações de socorro de forma mais rápida.
Outro efeito prático do decreto é a possibilidade de dispensa de licitação para contratação de serviços e aquisição de materiais necessários ao enfrentamento da emergência. A autorização tem como objetivo acelerar a recuperação da infraestrutura atingida, desde que os contratos estejam diretamente relacionados à situação emergencial e respeitem os prazos estabelecidos pela legislação.
Perícia vai apurar causas do desabamento
O governo estadual informou que uma perícia especializada será realizada para identificar o que provocou a queda da ponte. De acordo com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), avaliações preliminares não apontaram problemas aparentes na estrutura, tornando necessária uma investigação mais aprofundada.
Os trabalhos devem incluir sondagens técnicas, inspeções subaquáticas e análises estruturais detalhadas para esclarecer as causas do colapso e subsidiar a reconstrução da travessia.
A decisão de decretar emergência demonstra a dimensão do impacto causado pelo desabamento, especialmente para a mobilidade, o abastecimento e a integração logística de municípios importantes do norte e do Pantanal de Mato Grosso do Sul.