Três Lagoas leva debate sobre violência doméstica a crianças e jovens no Agosto Lilás

Entre os dias 17 e 21 de agosto, a Assistência Social de Três Lagoas realizou rodas de conversa em seis espaços comunitários para conscientizar sobre a Lei Maria da Penha e os serviços de apoio à mulher.

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Três Lagoas leva debate sobre violência doméstica a crianças e jovens no Agosto Lilás
Divulgação

A Secretaria Municipal de Assistência Social de Três Lagoas (SMAS) levou o debate sobre violência doméstica para além dos espaços tradicionais de atendimento: durante a semana de 17 a 21 de agosto, crianças, adolescentes e jovens do município participaram de rodas de conversa sobre o enfrentamento da violência contra a mulher em seis locais diferentes, todos ligados a programas de convivência e formação comunitária.

A iniciativa faz parte das ações do Agosto Lilás, mês nacional dedicado à conscientização sobre a violência de gênero e à divulgação da Lei Maria da Penha. Em Três Lagoas, a aposta foi atingir o público mais jovem — aquele que frequenta programas como o Pelotão Mirim, a Patrulha Mirim da Polícia Militar e o projeto Bombeiros do Amanhã — partindo da premissa de que a prevenção começa na formação de valores ainda na infância.

Seis espaços, uma mesma mensagem

As atividades percorreram o Pelotão Mirim, a Patrulha Mirim da Polícia Militar, o Bombeiros do Amanhã, o projeto Tia Nega, a AABB e o CRAS Interlagos. Em cada um desses espaços, técnicas da SMAS conduziram rodas de conversa adaptadas ao perfil dos participantes, abordando o que caracteriza a violência doméstica — física, psicológica, patrimonial e moral — e quais os canais de denúncia e suporte disponíveis no município para mulheres em situação de risco.

A escolha por formatos dialógicos, e não apenas expositivos, reflete uma metodologia que vem ganhando espaço nas políticas de assistência social: ao invés de palestras unilaterais, as equipes estimulam a troca, permitindo que jovens relatem situações que observam no cotidiano e compreendam o papel de cada um na rede de proteção comunitária.

Informação como ferramenta de proteção

Um dos eixos centrais das rodas de conversa foi a divulgação dos serviços municipais de atendimento à mulher vítima de violência. Muitas vezes, a ausência de denúncia está diretamente ligada ao desconhecimento sobre onde buscar ajuda — e a abordagem nas comunidades serve justamente para reduzir essa barreira. Em Três Lagoas, a rede de proteção inclui os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), além do canal nacional Ligue 180, que funciona 24 horas e pode ser acionado de qualquer parte do país.

Dados do Ministério das Mulheres mostram que o Brasil registrou mais de 250 mil atendimentos pelo Ligue 180 apenas no primeiro semestre de 2024, com Mato Grosso do Sul figurando entre os estados com maior proporção de registros em relação à população feminina — o que reforça a urgência de campanhas como esta também no interior do estado.

Prevenção que começa cedo em Três Lagoas

Ao incluir programas voltados a crianças e adolescentes na agenda do Agosto Lilás, a gestão municipal de Três Lagoas aposta em uma estratégia de longo prazo: formar gerações que reconheçam a violência doméstica como um problema coletivo, não privado. O envolvimento de projetos ligados à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros também sinaliza uma articulação interinstitucional que amplia o alcance da mensagem para além das famílias que já acessam os serviços da assistência social.

A expectativa da SMAS é que as ações realizadas durante a semana do Agosto Lilás sirvam de ponto de partida para uma abordagem contínua ao longo do ano, consolidando a prevenção à violência contra a mulher como pauta permanente nos espaços comunitários de Três Lagoas — e não apenas em datas comemorativas.

Fontes: PREFEITURA DE TRÊS LAGOAS, MINISTÉRIO DAS MULHERES


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