A situação é melhor do que na sexta-feira, mas o sistema ainda opera sob monitoramento. Após a atuação de mergulhadores da Marinha do Brasil na retirada dos chamados baceiros (vegetação aquática flutuante) que bloqueavam as estruturas de captação no Rio Paraguai, a produção de água começou a ser retomada gradualmente.
Segundo informações divulgadas no sábado (15), a limpeza realizada pelos militares removeu a vegetação presa aos equipamentos submersos da captação, permitindo que o abastecimento começasse a ser normalizado na cidade.
Apesar da melhora, a própria concessionária informou que casos pontuais de baixa pressão ou falta de água ainda podem ocorrer, já que o grande volume de vegetação continua descendo pelo Rio Paraguai e exige monitoramento constante das estruturas de captação.
O problema começou quando os baceiros ficaram presos às telas de proteção das bombas de captação, reduzindo a quantidade de água enviada para a Estação de Tratamento de Água (ETA). A situação levou a Sanesul a acionar equipes especializadas e mergulhadores para desobstruir o sistema.
Especialistas explicam que o fenômeno é natural no Pantanal. Os baceiros são formados por aguapés, outras plantas aquáticas, raízes, matéria orgânica e pequenas porções de solo que se desprendem das margens e são transportados pela correnteza do Rio Paraguai. Episódios semelhantes já foram registrados na região em 2015 e 2023.
No momento, não há registro de agravamento do problema neste domingo, e a tendência informada pelas equipes é de continuidade da normalização do abastecimento.